Trump transforma as comemorações do 250º aniversário dos EUA em palanque eleitoral. Em Washington, o presidente anunciou que realizará o mais espetacular comício de Trump, segundo mensagem publicada na Truth Social. A proximidade com as eleições norte-americanas elevou o tom político do evento.
Segundo apurações, a organização ficou sob o comitê paralelo Freedom 250, criado por Trump em parceria com iniciativa privada, em detrimento do planejamento oficial. O grupo recebeu a maior parte dos recursos disponíveis para as festividades, o que ampliou críticas sobre a politização da celebração.
Diversos artistas cancelaram participações na semana de abertura das festividades, levando Trump a substituí-los por discurso próprio no dia 24. O presidente voltou a enfatizar a assinatura da independência, mas reforçou o eixo de críticas ao governo.
Contexto das celebrações
O evento ocorre no verão de Washington, com expectativa de calor extremo. A organização recomendou início do ato às 17h, após mudança de horários devido à temperatura elevada, com máxima prevista de 38°C.
A programação marca os preparativos para o 250º aniversário, que teve início há cerca de uma década. Em 2016 foi criada a comissão America 250 para coordenar atividades em todo o país, buscando manter o caráter cívico da data.
Desdobramentos políticos
A politização gerou desconfortos e levou alguns estados democratas a não enviar delegações oficiais. Um porta-voz de Oregon citou custos elevados e preocupação com o formato, apontando para um possível viés partidário no evento.
A cerimônia ocorre no National Mall, espaço tradicionalmente usado para celebrações e protestos ao longo da história norte-americana. A exposição Great American State Fair, inaugurada recentemente, também teve crítica pela recepção aquém do esperado e pelos custos envolvidos.
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