Iván Cepeda, senador colombiano, informou à Folha que recorrerá à desobediência civil para se opor ao presidente eleito Abelardo de la Espriella. A denúncia envolve supostas irregularidades durante o pleito, incluindo questionamentos sobre dupla cidadania do adversário.
Cepeda afirmou que a atual eleição, marcada por tensões entre esquerda e ultradireita, não foi justa segundo seus critérios. Ele citou irregularidades alegadas na apuração e apontou apoio internacional como parte do contexto político. O anúncio ocorreu após a vitória de Espriella por cerca de 250 mil votos.
O candidato do Pacto Histórico disse que o ultradireito vencedor representa obstáculos à soberania nacional e que a estratégia de desobediência civil pretende mobilizar a sociedade para contestar o resultado. A posição é apresentada como resposta a supostas interferências externas.
Contexto e justificativas
Cepeda destacou que a votação de Espriella é considerada histórica pela diferença apertada em uma eleição de alto risco institucional. Ele acusa a campanha de Espriella de possuir suporte transnacional, especialmente de redes ligadas aos EUA, para influenciar o pleito.
O senador reforçou que o governo de esquerda anterior teve impactos sociais relevantes, como redução da pobreza e avanços em políticas públicas. Entretanto, reconheceu problemas, com destaque para casos de corrupção, e ressaltou a continuidade de ações em defesa de reformas sociais.
Perspectivas para o futuro
O bloqueio político se apoia na defesa de reformas sociais, soberania nacional e preservação ambiental. Cepeda afirmou estar aberto ao diálogo, desde que haja compromisso com as mudanças já implementadas. Ele também indicou planos de atuação contínua em território nacional para fortalecer movimentos sociais.
Entre na conversa da comunidade