O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) avalia escolher uma mulher para compor a sua chapa. A estratégia busca reduzir o desgaste provocado pelos vídeos de Michelle Bolsonaro, que citou sentir-se apunhalada pelo enteado na corrida presidencial.
A ideia é ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e suavizar a imagem de Flávio. Além disso, a medida visa reduzir a rejeição observada entre esse grupo, especialmente diante dos desdobramentos políticos envolvendo o clã.
Na quinta-feira, 2 de julho de 2026, a equipe de Flávio mencionou nomes entre as cotadas para a vice. Entre eles, constam Bia Kicis, Daniella Marques, Júlia Zanatta, Simone Marquetto e Tereza Cristina. Também foram citados Clarissa Tércio e Priscila Costa como possibilidades.
ELEITORADO FEMININO
O eleitorado feminino é considerado um dos principais desafios da pré-campanha. Dados de pesquisa indicam vantagem de Lula entre as eleitas, com 50% das intenções de voto frente a 38% de Flávio.
No dia 1º de julho, Flávio reuniu mulheres aliadas em Brasília para ouvir sugestões sobre o plano Brasil Por Elas, com lançamento previsto para 15 de julho. O objetivo é apresentar propostas voltadas ao universo feminino.
Especialistas apontam que a campanha precisa lidar com o impacto dos vídeos de Michelle Bolsonaro e de comentários de influenciadores sobre o comportamento eleitoral das mulheres. O desafio é construir credibilidade com esse segmento.
COLIGAÇÃO X CHAPA PURA
Entre as cotadas, duas são do PL (Bia Kicis e Júlia Zanatta), o que indicaria uma chapa pura se escolhidas. Outras duas são do PP (Simone Marquetto e Tereza Cristina). Daniella Marques figura como representante do Republicanos, partido próximo a apoiar uma aliança.
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