Na noite de terça-feira, 30, governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) mantiveram um encontro com Michelle Bolsonaro no Palácio do Buriti. O objetivo foi esclarecer dúvidas sobre a trajetória política da ex-primeira-dama após ela renunciar ao comando do PL Mulher e sinalizar possível saída da candidatura ao Senado pelo DF.
Durante cerca de três horas de conversa, Michelle informou que não disputaria mais o Senado e avaliava a possibilidade de desfiliar-se do PL. No entanto, as interlocutoras não aceitaram a desfiliação e tentaram assegurar o envolvimento de Michelle na eleição de outubro, sem ainda confirmar a participação em chapa específica. As informações são da VEJA, que descreveu o encontro como uma tentativa de manter o apoio feminino ao PL.
Segundo fontes próximas, a decisão de Michelle de permanecer no partido seria vista como essencial para manter cartas em jogo no cenário local, especialmente para Celina Leão, que busca a reeleição e depende do apoio da esposa de Bolsonaro. A tensão entre Michelle e Flávio Bolsonaro também impacta estratégias de atores ligados ao núcleo bolsonarista.
Quase 24 horas antes, integrantes do entorno de Michelle haviam indicado resistência a permanecer na linha de frente da campanha, após ataques de filhos do ex-presidente. Relatos indicam que a ex-primeira-dama tem, ainda assim, potencial de influência entre eleitorado feminino e evangélico, aspecto considerado relevante por dirigentes do PL.
A reunião ocorre em um momento de aproximação entre alianças internas do PL no DF, com leituras diversas sobre o papel de Michelle na contenda eleitoral. A ex-primeira-dama tem sido apontada como um ativo estratégico, cuja permanência pode influenciar a composição de candidaturas locais.
Entre na conversa da comunidade