Atores ligados ao Ministério Público do Trabalho no Paraná preparam um ato de apoio à procuradora Margaret Matos de Carvalho. Ela é acusada em processo no Superior Tribunal de Justiça por suposto desvio de 6,2 milhões de reais de um acordo entre Itaú e a ONG Instituto Lixo e Cidadania (ILIX). A manifestação ocorre em um contexto de críticas ao que os apoiadores chamam de perseguição política.
A defesa sustenta que não houve irregularidade e que o Ministério Público Federal atua com “viés político”. Margaret afirma que não pertence a partido e que a denúncia utiliza métodos da Lava Jato para pressioná-la. Ela também diz ter sido vítima de narrativa semelhante à operada contra a força-tarefa.
Margaret aponta que o acordo com o Itaú nasceu de uma ação civil pública em que o banco foi condenado a indenizar danos morais coletivos por dumping social. Segundo ela, os recursos foram usados em ações alinhadas à missão institucional do MPT, sem que o banco tenha comentado o caso à reportagem.
Representantes de entidades sociais e organizações que acompanharam a destinação da multa apoiam Margaret. Eles criticam a denúncia e a caracterizam como ofensiva à honra da procuradora. A pauta do movimento envolve direitos humanos, proteção de trabalhadores e responsabilidade institucional do MPT.
Movimentos de apoio e próximos passos
O grupo do MPT-PR reúne movimentos sociais, sociedade civil e instituições públicas para planejar ações de esclarecimento. Eles pretendem divulgar um dossiê com os resultados alcançados e emitir uma nota pública para defender a atuação institucional. A imprensa foi informada de que não há oposição direta à atuação do Itaú, apenas à interpretação da denúncia.
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