Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) afastou o deputado federal Alex Manente da presidência do Cidadania. O despacho, assinado pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, foi proferido na sexta-feira, 3 de julho, e aponta que o congresso nacional do partido pode ter sido inválido.
A ação contesta a validade da reunião convocada por Roberto Freire, fundador da legenda. O encontro elegeu Manente para a presidência, embora o comando tenha ficado com Comte Bittencourt entre setembro de 2023 e dezembro de 2025, conforme decisão contestada. A liminar aponta que o quórum necessário não foi atingido.
A ultima decisão judicial favorece o grupo liderado por Bittencourt, que alega ausência de quórum suficiente para legitimatear a eleição de Manente. Entre os 102 membros do diretório nacional, 65 assinaram documento afirmando não ter participado do congresso.
Controvérsia interna e desdobramentos
Em março, houve uma troca rápida no comando. No dia 4, Manente foi eleito presidente; apenas dois dias depois, em 6, Comte Bittencourt foi eleito novamente, em congresso online. A sequência provocou afastamento de Bittencourt da direção anterior do Cidadania no estado do Rio de Janeiro.
Em maio, Bittencourt retornou ao PSB, sigla da qual havia se afastado em 2001. Hoje, ele lidera o diretório do Cidadania no estado do Rio de Janeiro. O caso segue em tramitação, com novas ações judiciais ainda previstas.
Procurado pela reportagem, Manente afirmou que só comentará o caso após a publicação da liminar no Diário de Justiça. Entre os autores do recurso está o ex-ministro Cristovam Buarque, que questiona a legitimidade da liderança de Manente no partido.
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