A Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. A medida, solicitada pelo Ministério Público, permitirá a extração completa dos dados do aparelho. O equipamento foi apreendido no Complexo de Gericinó na última quarta-feira, durante operação da polícia penitenciária. A autorização foi assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro na sexta-feira.
A análise do conteúdo ficará a cargo da DEIC (Divisão Especial de Inteligência Cibernética). O objetivo é identificar comunicações, registros e articulações registradas durante a custódia provisória do réu. A instituição pretende apurar contatos com pessoas externas e possíveis interferências na persecução penal.
O MP sustenta que a perícia poderá fornecer elementos probatórios relevantes sobre a atuação de Jairinho na prisão. A investigação também avalia se o conteúdo do celular pode influenciar recursos apresentados pela defesa, que busca a anulação do julgamento.
O caso Henry Borel completa-se com a condenação de Jairinho, em junho, a 43 anos de prisão por tortura e homicídio do menino, morto em 8 de março de 2021. O pai da vítima, Leniel Borel, afirma que a apuração é essencial para esclarecer irregularidades na custódia.
Na véspera, a Justiça determinou, com urgência, que Jairo Souza Santos, o pai do condenado, se abstenha de divulgar informações falsas sobre Leniel Borel. A decisão também ordena a remoção de conteúdos ofensivos pela plataforma Google Brasil.
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