Milhares de pessoas protestaram neste sábado contra o partido de extrema direita AfD e bloquearam estradas que levam ao centro de convenções onde ocorre a conferência anual em Erfurt, no leste da Alemanha. A manifestação mobilizou sindicatos, grupos da sociedade civil e partidos de esquerda, com reforços de várias regiões, diante da convenção de dois dias.
A polícia estimou a participação de cerca de 15 mil manifestantes na cidade e arredores. Enquanto isso, um grande contingente policial acompanhava a movimentação, com equipes de diversas partes do país mobilizadas para evitar confrontos e manter a segurança durante o evento.
A convenção da AfD reelegeu seus principais líderes, Alice Weidel e Tino Chrupalla, que lideraram o partido à dianteira das pesquisas nacionais. Discursos de abertura criticaram os opositores e exaltaram a ascensão da legenda, apontando dificuldades dos rivais tradicionais e o papel da AfD no cenário político.
Reeleição e posicionamento da AfD
Weidel afirmou que o país busca um caminho para “salvar a nação” e reforçou a defesa de políticas de imigração mais restritivas. Chrupalla valorizou a unidade do partido e mencionou a possibilidade de vitória em eleições regionais que ocorrem ainda neste ano.
Entre as atrações do evento, houve ações de apoio à linha dura do partido, incluindo a circulação de material com mensagens voltadas a deportação de imigrantes. Opinões sobre o estado atual da Alemanha foram apresentadas como reflexos de um suposto declínio sob liderança de adversários políticos.
Contexto político e próximos passos
A conferência ocorre em meio às eleições estaduais de Saxônia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, marcadas para setembro. A AfD aposta que os resultados regionais podem abrir caminho para ampliar sua influência em nível nacional, conforme discurso de seus dirigentes.
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