O Papa Leão XIV esteve em Lampedusa no último sábado para homenagear imigrantes mortos no Mediterrâneo. Ele denunciou que as tragédias resultam de decisões políticas equivocadas e de uma indiferença global que transforma o mar em cemitério para quem busca refúgio.
O pontífice afirmou que as mortes são consequência de ações e omissões de líderes mundiais. Ressaltou que a crise não pode ser tratada como emergência passageira, exigindo políticas de longo prazo.
A cerimônia ocorreu no campo esportivo Arena, marcada por gestos simbólicos, como o uso de um conversível Fiat semelhante ao utilizado pelo Papa Francisco em 2013.
Antes da missa, Leão XIV visitou o cemitério local e deixou flores em túmulos de crianças migrantes, em momento de silêncio e reflexão.
Visão sobre a responsabilidade europeia
Ele cobrou que as sociedades da Europa assumam sua responsabilidade histórica. Propôs um plano para receber, proteger e integrar imigrantes, ao mesmo tempo em que o bloco apoie o desenvolvimento dos países de origem para evitar novas saídas forçadas.
Lição da parábola do Bom Samaritano
O Papa citou a parábola para criticar o ato de passar ao largo do sofrimento alheio. Disse que ser próximo de alguém exige ação concreta, e alertou que medo, preconceito e corrupção nos países de origem comprometem a dignidade humana.
Encontro com famílias de migrantes
Um momento marcante ocorreu quando uma criança entregou ao Papa uma bola de futebol, contando como um brinquedo semelhante ajudou a superar a tristeza de ter perdido tudo há uma década. O Papa também rezou à beira-mar, com o vento levando o solidéu.
Conteúdo apurado pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
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