O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que a identidade do país está sob um ataque renovado, mirando supostos radicais internos. O discurso ocorreu na véspera das celebrações pelo 250º aniversário da independência, no Monte Rushmore.
Trump classificou adversários políticos como comunistas ateus e maléficos, em tom que intensifica o confronto com a oposição. Ele pediu ao Congresso que aprove a chamada Lei SAVE America, com regras mais rígidas para identificação do eleitor, dificultando o voto.
O republicano ressaltou o excepcionalismo americano e apontou uma suposta mudança de caráter nos últimos anos, com objetivo de afastar o país de sua história. Segundo ele, o comunismo representa a maior ameaça à liberdade dos EUA.
Ele também mencionou a presença de recém-chegados que, segundo o discurso, não devem apenas nascer no país, mas amar o que foi construído. A fala ocorreu num momento de acentuada polarização após vitórias da ala esquerda do Partido Democrata nas primárias.
Contexto das celebrações
No sábado, Trump participa de comício no National Mall, em Washington, com sobrevoo de aviões militares e show de fogos de artifício, como parte das festividades dos 250 anos. A organização Freedom 250 passou a controlar parte das celebrações, reduzindo o protagonismo do grupo America250.
Panorama político e social
As celebrações ocorrem em meio a críticas à política migratória, ao patrimônio da família do presidente e a tentativas de ampliar poderes da Presidência. A popularidade de Trump está pressionada pela guerra no Irã e pelo aumento do custo de vida, apontam pesquisas.
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