Trump abriu as celebrações da independência com um discurso político na noite anterior ao feriado, no Memorial Nacional do Monte Rushmore, em Dakota do Sul. O presidente afirmou que há uma nova ameaça comunista e classificou defensores dessa linha como inimigos de 4 de Julho de 1776.
A fala frente ao monumento, com apoiadores presentes e um overvo de caças F-16, exaltou os quatro presidentes retratados e pediu que o país recupere sua identidade nacional, criticando tentativas de reescrever a história e de enfraquecer o patriotismo.
O discurso ocorre a poucos meses das eleições legislativas de novembro, em meio a propaganda que associa a ala progressista do Partido Democrata a ideias comunistas, estratégia já adotada por Trump para mobilizar sua base.
Horas antes, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, fez uma fala em defesa de imigração e de políticas progressistas, interpretada em Washington como resposta a o movimento ligado a Trump.
Nas últimas semanas, candidatos progressistas, incluindo socialistas democráticos, conquistaram vitórias em primárias em estados como Nova York, Colorado, Kentucky, Nova Jersey, Ohio, Pensilvânia e Texas, fortalecendo a ala mais à esquerda do partido.
Trump vinculou a imigração à ideia de compatibilidade com valores americanos e afirmou que parte dos novos moradores pode adotar visões contrárias ao que ele chama de base constitucional do país. Em um dos trechos, o presidente sugeriu que o comunismo representa uma ameaça maior à liberdade do que guerras mundiais ou o ataque de 11 de setembro.
A escolha do Dia da Independência e do Monte Rushmore conferiu ao discurso um peso simbólico maior, reforçando temas de identidade nacional, imigração e oposição à ala progressista do Partido Democrata, que vêm ocupando o centro da agenda política até as eleições deste ano.
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