Flávio Bolsonaro abriu um encontro com mulheres de direita em Brasília na quarta-feira, 1º, buscando apoio para seu programa de governo. O objetivo era conter a crise gerada pela aliança tensa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Durante o evento, o pré-candidato do PL repudiou comentários do influenciador Paulo Figueiredo sobre mulheres que “votarem mal”. Em vídeos da equipe de imprensa, ele afirma ter convicção de superar o momento e seguir apoiando a candidatura.
A abertura de linha de ataque ocorreu após a divulgação de um post de Michelle, que republicou um vídeo atribuído a Garotinho descrevendo uma suposta gravação em que políticos estariam nus em festa com mulheres de capacete de astronauta. Ela apenas citou a postagem; não houve menção direta a nomes.
O presidente do PL, ao lado da esposa Fernanda, minimizou a implicação da história, dizendo que o único vínculo com Vorcaro mídia é ligado ao filme do pai dele, Dark Horse. Ele negou ter participado de eventos ou viagens associadas a Vorcaro.
Michelle não confirmou as acusações contra o enteado; ela apenas reagiu ao vídeo de Garotinho. A estratégia do comitê inclui conter o impacto da fala da ex-primeira-dama nas pesquisas, especialmente entre mulheres e evangélicos, que atuam como principais blocos de influência.
Perspectivas eleitorais
Em levantamento estimulado, Lula lidera com 42% das intenções de voto, ante 34% de Flávio Bolsonaro. Entre mulheres, Lula tem 48% contra 29% do candidato do PL. Entre evangélicos, Flávio Bolsonaro aparece à frente, com 48% a 25%.
No segundo turno, Lula aparece tecnicamente à frente, 47% a 44%. Entre mulheres, a vantagem do petista cresce para 55% a 36%. Entre eleitores evangélicos, Flávio Bolsonaro projeta 60% frente a 32% de Lula.
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