Marine Le Pen aguarda na próxima semana a decisão da Corte de Apelação de Paris sobre sua elegibilidade para disputar a presidência de 2027. A Corte analisará a condenação por uso indevido de verbas da União Europeia, que levou à inelegibilidade imediata. A próxima etapa pode redefineR o cenário eleitoral.
O caso envolve acusação de que verbas do Parlamento Europeu, destinadas ao pagamento de assessores, foram usadas para remunerar funcionários ligados ao partido, então chamado Frente Nacional. Em 2013, a imprensa francesa revelou a contratação de dois dirigentes do partido como assessores parlamentares, em meio a um possível esquema mais amplo de empregos fictícios.
Em 2023, após sete anos de investigações, Le Pen foi levada a julgamento junto de dezenas de acusados por desvio de recursos da UE. A defesa sustenta que não houve irregularidade e que houve interpretação excessiva das regras sobre assessores parlamentares.
Desdobramentos da decisão de 7 de julho
O recurso pode anular a condenação, abrindo caminho para a candidatura de Le Pen. Especialistas apontam baixo, dada a ordem da condenação de primeira instância. Caso a condenação seja mantida, a inelegibilidade de cinco anos pode excluir a candidata, abrindo espaço para o líder do RN, Jordan Bardella, como provável candidato.
Outra possibilidade é manter a condenação, mas reduzir a pena de inelegibilidade para dois anos ou menos, permitindo eventuais novas candidaturas dependendo de eventuais recursos. Se a sentença for mantida, mas com pena reduzida, Le Pen ainda poderia buscar novas instâncias na Cour de Cassation.
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