O Telegrama político recebe novas acusações sobre o financiamento de Nigel Farage. Segundo a Sunday Times, George Cottrell, assessor de Farage, financiou parte da operação do líder do Reform UK, incluindo recrutamento, segurança e moradia. A reportagem afirma que Cottrell recrutou e pagou três funcionários para as redes sociais antes das eleições gerais e cedeu uma casa de cinco andares perto de Buckingham Palace para uso de Farage.
Cottrell, que permanece próximo a Farage, teria sido responsável por contratos de staff e pela locação da residência, conforme o periódico. Anteriormente, novos MPs deveriam registrar presentes acima de £300 nos 12 meses anteriores, exceto quando relacionados de forma indisfarçável às atividades políticas.
Implicações e respostas oficiais
O Reform UK informou que Cottrell é um velho amigo de Farage e não ocupa cargo formal no partido. Alega que nenhuma regra foi violada, pois o apoio ocorreu antes da entrada de Farage no Parliament. O partido não confirmou se houve pagamento de segurança ou equipe em 2024.
A situação não está ligada ao donativo de £5 milhões feito por Christopher Harborne, já objeto de apuração pelo standards watchdog. A assessoria de Farage diz que o dinheiro de Harborne não foi declarado por não ter relação com atividades políticas, apesar da aquisição residencial de Farage logo após o recebimento do montante.
Quem é George Cottrell e por que isso importa
Cottrell já atuou como assessor informal de Farage desde a campanha do Brexit, tendo passado por formação aristocrática e ligações com o círculo político britânico. O relato descreve passagens que envolvem prisão nos EUA por fraude eletrônica, posteriormente mudança para Montenegro e atuação na elite da Marina de Porto Montenegro.
O comitê de padrões parlamentar pode abrir investigações sobre conduta de Farage caso haja violação do código de conduta. Em casos graves, pode haver sanções, incluindo suspensão, com possíveis consequências para o eleitorado de Clacton.
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