Belo Horizonte — O PT trabalha para consolidar uma candidatura própria ao governo de Minas, diante da resistência de Marília Campos em trocar a corrida ao Senado pela disputa pelo Palácio Tiradentes. A sigla admite que o plano A falhou com a recusa de Rodrigo Pacheco e o plano B já enfrenta dificuldades com a permanência de Marília na indicação ao Senado.
Mesmo com a pressão interna, dirigentes petistas já discutem um plano C para a disputa estadual, mantendo a posição de não endossar nomes de outros partidos. A preocupação é manter a presença do PT no governo mineiro, independentemente do desenrolar com Marília.
Conforme a ala do partido, as duas opções favoritas em eventual ausência de Marília seriam os deputados Reginaldo Lopes e Rogério Correia, ambos com bom desempenho em avaliação interna. Contudo, há cautela de que a ausência de nomes fortes possa enfraquecer a atuação na Câmara dos Deputados.
Reginaldo Lopes ainda não descartou a possibilidade de concorrer, caso Lula escolha o nome. Rogério Correia afirmou que não recusaria um pedido do presidente, mas há receio de impactos negativos na bancada caso seja escolhido para a majoritária.
Além dos nomes internos, surgem candidatos de outros campos. Macaé Evaristo, ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada estadual, é citada como alternativa com projeção. Daniel Sucupira, ex-prefeito de Teófilo Otoni, também aparece como avaliação positiva, devido à comunicação e ao relacionamento com prefeitos regionais.
Apesar da decisão formal de lançar candidatura própria, o PT admite a possibilidade de rever a posição e buscar entrada de uma chapa de outro partido. No cenário, o nome de Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, ganha força em parte da militância, apesar de resistências internas.
Interlocutores destacam que a decisão final depende de conversas em curso entre a direção do partido e lideranças nacionais, incluindo o presidente Lula, bem como da percepção sobre impactos eleitorais locais. A expectativa é esclarecer em breve qual rumo será adotado pelo PT em Minas.
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