A defesa de Jair Bolsonaro deve entregar à Polícia Federal 11 armas de fogo registradas em nome do ex-presidente. A determinação foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e vale para esta segunda-feira (6 jul 2026). A medida ocorre após a prisão domiciliar humanitária Mantida desde 24 de março, por motivos de saúde.
Moraes revogou o porte de arma e o certificado de registro de CAC de Bolsonaro. A decisão mantém a prisão domiciliar e as demais medidas cautelares, mas determina a apreensão imediata de todas as armas vinculadas ao ex-presidente. A íntegra do despacho foi disponibilizada pelo STF.
A ordem inclui a apreensão de uma pistola Glock apreendida em 15 de junho, no Distrito Federal, além de outras 10 armas. A PF deverá receber os itens de forma coordenada com a defesa do ex-presidente.
Eis as 11 armas apreendidas:
- Pistola Glock, 9mm
- Pistola Forjas Taurus, calibre .380
- Pistola Forjas Taurus, calibre .40
- Pistola Glock, 9x19mm
- Carabina Caracal, calibre 5,56
- Pistola Caracal, calibre 9x19mm
- Carabina Springfield Armory, calibre 7,62
- Espingarda Typhoon, calibre 12
- Pistola Arex, calibre 9x19mm
- Pistola SIG-Sauer, calibre 9x19mm
- Espingarda Maestro Arms, calibre 12
Entenda o que ocorreu em 15 de junho no DF. A Polícia Militar apreendeu uma pistola Glock em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Brasília. O veículo era conduzido por um militar da segurança de Bolsonaro. A arma estava registrada no nome dele e guardada na residência do ex-presidente.
A defesa informou que a arma estava inoperante e solicitou manutenção ao segundo-sargento do Exército. A Procuradoria Geral da República avaliou que não houve falta grave, masconsiderou que a posse e a condição de condenado eram incompatíveis.
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