Com um discurso em que ressaltou suas ações, prometeu mudanças na política e fez menções às mulheres e idosos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi oficializado, na convenção nacional do PT, candidato à reeleição. O vice em sua chapa é Geraldo Alckmin, que já teve seu nome confirmado pelo PSB, no dia 29 de julho.
No evento realizado em São Paulo, Lula foi o último a discursar e antes de iniciar sua fala quebrou o protocolo, pedindo que a primeira dama Janja da Silva se pronunciasse no evento. “Não é possível que a gente tenha esquecido, no principal evento da nossa campanha, de ter colocado uma mulher para falar”. Em seguida, deu a palavra a ela.
Em seu discurso, Lula ressaltou ações de seu governo. Disse que é a única candidatura que não tem que contar ou inventar nada para dizer para a população. “O que motiva um governo ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito”, afirmou.
“Não podemos permitir que a essência da mentira utilizada pela Inteligência Artificial venha ganhar uma eleição nesse país. Nesse país a mentira não prevalecerá”, acrescentou.
Lula também criticou a forma como a política é feita atualmente. “Eu sou triste com a política de hoje. Eu preferia meu partido quando a gente tinha que vender uma camiseta para arrumar dinheiro”, disse. “Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Não me agrada porque está levando a gente para promiscuidade”, acrescentou.
Afirmou que se conseguir seu quarto mandato, será para “mudar muita coisa no país”. “Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que hoje tem o Poder Legislativo”, declarou.
“Eu não quero mais ser o presidente só do Bolsa Família. É preciso ser mais. A gente vai ter que ser mais ousado”, acrescentou.
Haddad e Alckmin
Antes de Lula, também discursaram na convenção o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o candidato do partido ao governo de São Paulo Fernando Haddad e candidato à vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Em sua participação, Haddad criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O presidente Lula sucedeu um presidente, se é que esse título cabe para o Bolsonaro, que desorganizou o país em todos os sentidos”, comentou.
Candidato à vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin também criticou o ex-presidente, lembrando as mortes causadas pela Covid e a condução do governo anterior no combate à doença. “Uma campanha negacionista contra as vacinas”, disse.
Alckmin comentou que há quatro anos esteve com o presidente Lula também numa convenção para, segundo ele,”salvar a democracia”.
“Aliás, quem não acredita no voto popular não devia nem ser candidato. A descrença das urnas é cheiro, fumaça de derrota. A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano”, afirmou.
+ Com Jaques Wagner, presidente Lula participa de convenção na Bahia
Lula tenta o quarto mandato
Nascido em Garanhuns, no interior de Pernambuco, Lula tem 80 anos, é ex-metalúrgico, ex-sindicalista e um dos fundadores do PT e tenta o seu quarto mandato nas eleições deste ano.
Em sua carreira política, foi deputado federal e concorreu pela primeira vez à Presidência da República em 1989, quando perdeu para Fernando Collor.
Em outubro de 2002, foi eleito pela primeira vez ao cargo e se reelegeu em 2006. Em 2022, se candidatou novamente e foi eleito, derrotando o então presidente Jair Bolsonaro.
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