A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (6) a <strong>perda de cargo do ministro Marco Buzzi</strong>, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em um processo que envolve acusações de <strong>dois crimes sexuais</strong>. O julgamento ocorre a portas fechadas no tribunal.
Atualizada às 16h45
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) acatou por unanimidade o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidiu pela perda do cargo do ministro Marco Buzzi. O julgamento ocorreu às portas fechadas no tribunal nesta quinta-feira (6). O julgamento ocorreu às portas fechadas no tribunal nesta quinta-feira (6).
O processo contra Buzzi envolve acusações de dois crimes sexuais. Ele nega qualquer comportamento criminoso ou inadequado. O caso envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, e uma funcionária que relatou ter sofrido assédio no gabinete.
Essa é a primeira vez que um ministro é sancionado com a pena máxima reformulada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que passou a incluir a possibilidade de perda do cargo como pena máxima para juízes punidos por faltas graves.
O processo chegou ao julgamento após uma sindicância conduzida por três ministros do STJ. O resultado ainda poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).
O que diz a defesa de Buzzi?
Em nota:
A defesa do ministro Marco Buzzi respeita a decisão dos excelentíssimos senhores ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas discorda veementemente dos argumentos utilizados para fundamentar os votos pela condenação.
Este é um caso sensível, de grande comoção pública e que envolve um problema social de extrema relevância para o país. Foram reunidas inúmeras provas que monstram que os fatos relatados pelas denunciantes ou não aconteceram ou não poderiam ter ocorrido, diante dos elementos objetivos constantes dos autos.
A defesa do ministro seguirá pautada na seriedade que esse caso merece.
Com informações da Agência Brasil
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