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Ministro do STJ perde cargo após acusações de crimes sexuais

Marco Buzzi estava afastado desde fevereiro e nega comportamento criminoso ou inadequado

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O ministro do STJ, Marco Buzzi, acusado de crimes sexuais contra duas mulheres (Luiz Silveira/Agência CNJ)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (6) a <strong>perda de cargo do ministro Marco Buzzi</strong>, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em um processo que envolve acusações de <strong>dois crimes sexuais</strong>. O julgamento ocorre a portas fechadas no tribunal.

Atualizada às 16h45

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) acatou por unanimidade o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidiu pela perda do cargo do ministro Marco Buzzi. O julgamento ocorreu às portas fechadas no tribunal nesta quinta-feira (6). O julgamento ocorreu às portas fechadas no tribunal nesta quinta-feira (6).

O processo contra Buzzi envolve acusações de dois crimes sexuais. Ele nega qualquer comportamento criminoso ou inadequado. O caso envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, e uma funcionária que relatou ter sofrido assédio no gabinete.

Essa é a primeira vez que um ministro é sancionado com a pena máxima reformulada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que passou a incluir a possibilidade de perda do cargo como pena máxima para juízes punidos por faltas graves.

O processo chegou ao julgamento após uma sindicância conduzida por três ministros do STJ. O resultado ainda poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).

O que diz a defesa de Buzzi?

Em nota:

A defesa do ministro Marco Buzzi respeita a decisão dos excelentíssimos senhores ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas discorda veementemente dos argumentos utilizados para fundamentar os votos pela condenação.

Este é um caso sensível, de grande comoção pública e que envolve um problema social de extrema relevância para o país. Foram reunidas inúmeras provas que monstram que os fatos relatados pelas denunciantes ou não aconteceram ou não poderiam ter ocorrido, diante dos elementos objetivos constantes dos autos.

A defesa do ministro seguirá pautada na seriedade que esse caso merece.

Com informações da Agência Brasil

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