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Haddad cobra Tarcísio sobre privatizações e cita alta nas contas de água; governador defende ações em saneamento

Petista questionou os impactos da desestatização da Sabesp e das concessões; governador afirmou que a empresa precisava de recursos para ampliar o acesso à água e ao tratamento de esgoto

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad no debate da Band ao governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Band)

O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), questionou o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre as privatizações realizadas durante sua gestão e criticou os efeitos da desestatização da Sabesp durante o debate da Band, realizado neste domingo (9).

O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), questionou o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre as privatizações realizadas durante sua gestão e criticou os efeitos da desestatização da Sabesp durante o debate da Band, realizado neste domingo (9).

Haddad citou a situação do abastecimento de água em cidades paulistas e questionou uma promessa feita por Tarcísio durante o processo de privatização da companhia.

“Em 2022, você prometeu ou não que a conta de água ia abaixar ou eu entendi errado?”, questionou.

Tarcísio respondeu que as contas foram reduzidas após a privatização e citou um desconto de 10% para consumidores vulneráveis. O governador, porém, afirmou que não seria possível manter a tarifa congelada indefinidamente, sob o risco de comprometer a capacidade de investimento da empresa.

“Não há de se considerar que a conta fique congelada eternamente, porque senão perderíamos a capacidade de investimento da empresa”, afirmou.

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Na sequência, Haddad voltou a criticar a privatização e afirmou que, apesar da redução para alguns consumidores, houve aumento das tarifas para outros setores. O petista citou como exemplo a indústria de Cubatão e também criticou a privatização do gás em São Paulo.

“Você prometeu que ia baixar, baixou para fulano. Mas quanto subiu? A indústria de Cubatão está pagando mais na água. Você privatizou o gás, o gás de São Paulo é o mais caro do Brasil. Você está inviabilizando o polo petroquímico de Cubatão, isso eu ouvi dos empresários locais pedindo socorro para mim”, disse.

Sabesp

Tarcísio defendeu a desestatização da Sabesp e afirmou que a medida foi necessária para ampliar os investimentos e alcançar a universalização do saneamento básico no estado.

O governador citou obras de expansão da coleta e do tratamento de esgoto em municípios paulistas e afirmou que a companhia está investindo R$ 8,5 bilhões em saneamento na Baixada Santista.

“Vai chegar uma nova adutora em São Vicente. Nós vamos ter lá três reservatórios. Estamos fazendo quatro reservatórios no sistema Mambu Branco. Estamos fazendo uma estação de tratamento de água no sistema Melvi.”

+ Tarcísio acusa Haddad de ligação com crime organizado; petista rebate e cita milícias na Baixada Santista

Ainda segundo Tarcísio, cerca de 2 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água por meio dos investimentos realizados durante sua gestão.

“Sabesp é um patrimônio que nós temos, é o grande instrumento para a gente conquistar a universalização do saneamento”, afirmou.

Transporte e pedágios

A discussão também envolveu a privatização de linhas da CPTM. Haddad questionou Tarcísio sobre as condições dos trens. “O que está acontecendo com os trilhos de São Paulo? CPTM um inferno, explodiu trem duas semanas atrás”, disse Haddad.

Em resposta, Tarcísio afirmou que a infraestrutura ferroviária paulista acumulava anos de falta de investimentos e citou problemas em vias, sinalização, trens e subestações.

Segundo o governador, serão destinados R$ 14 bilhões para a modernização do sistema. Ele afirmou que o estado está implantando uma nova sinalização e realizando intervenções para reduzir o tempo de espera nas plataformas.

Haddad também criticou a implementação do sistema de pedágio eletrônico free flow nas rodovias paulistas. Segundo o petista, o modelo precisou ser suspenso devido a problemas na implementação.

“O problema não é o free flow, é a maneira como você implementou, que a pessoa nem sabia que estava sendo pedagiada”, afirmou.

Tarcísio rebateu a crítica e citou as concessões rodoviárias realizadas durante o governo Lula. “Você falou tanto em free flow, queria só te lembrar o seguinte, Haddad, eu fiz seis concessões rodoviárias em São Paulo, enquanto o Lula fez 16, e todas com free flow.”

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