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Tarcísio e Haddad divergem sobre educação e segurança pública em debate da Band

Candidatos trocaram acusações sobre indicadores do estado e apresentaram propostas para as duas áreas

Debate entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, candidatos ao governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Band)

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) divergiram sobre dados, resultados e propostas para educação e segurança pública durante o debate da Band, realizado neste domingo (9).

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) divergiram sobre dados, resultados e propostas para educação e segurança pública durante o debate da Band, realizado neste domingo (9).

Enquanto Tarcísio defendeu avanços de sua gestão em escolas de tempo integral, combate ao crime organizado e segurança pública, Haddad contestou os indicadores apresentados pelo adversário e criticou ações implementadas pelo governo estadual.

Na discussão sobre educação, Tarcísio afirmou que pretende ampliar as escolas de tempo integral. Segundo o governador, houve aumento de 150 mil matrículas e a abertura de quase 500 escolas no modelo durante seu mandato.

“Quando a gente pega o resultado das escolas de tempo integral em São Paulo, a gente vê que o resultado foi melhor do que as escolas regulares”, afirmou.

Tarcísio também apresentou como propostas para um eventual segundo mandato a ampliação do ensino profissional e técnico, a recuperação da aprendizagem, a formação continuada de professores, a alfabetização na idade certa e o uso de novas tecnologias.

O governador também afirmou que pretende lançar um programa de educação com inteligência artificial.

Haddad, por sua vez, contestou os resultados apresentados pelo adversário e afirmou que São Paulo perdeu posições em indicadores educacionais. O petista citou o desempenho do estado na alfabetização e disse que São Paulo está atrás de estados com menor capacidade de investimento por aluno.

Segundo Haddad, o estado registra 61% das crianças alfabetizadas, abaixo da média nacional de 66%.

O candidato também criticou o uso de plataformas digitais nas escolas estaduais. “Você está substituindo livro didático, professor motivado, por aula de slide, por plataforma digital, quando um terço das escolas de São Paulo sequer estão conectadas para você fazer um bom trabalho escolar”, afirmou.

Segurança pública

Na discussão sobre segurança pública, Tarcísio defendeu os resultados de sua gestão e afirmou que São Paulo registra os “menores índices históricos de homicídios, latrocínios, roubos e furtos”.

O governador também citou operações contra o crime organizado realizadas em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal. Segundo Tarcísio, a gestão estadual realizou mais de 500 operações, aumentou investimentos em inteligência e tecnologia e ampliou o efetivo policial.

Haddad, por sua vez, questionou a política de segurança do governo e citou o aumento de crimes contra mulheres. Segundo o petista, os registros de feminicídio cresceram 10% no primeiro semestre, enquanto houve queda de 2,5% no país no mesmo período.

O candidato também criticou a atuação do governo na Polícia Militar e questionou decisões relacionadas a retirada da obrigação do uso de câmeras corporais.

“Você pegou uma corporação respeitada pela polícia e hoje é uma corporação que está envergonhada das decisões que o seu secretário de Segurança tomou”, afirmou Haddad.

Como proposta para a área, Haddad defendeu a criação de um gabinete institucional de segurança pública, com participação das polícias Civil e Militar, dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, da Polícia Federal, da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo ele, o objetivo seria integrar as informações de inteligência dos diferentes órgãos no combate ao crime organizado.

O candidato também afirmou que pretende divulgar os dados de segurança pública trimestralmente e modernizar o registro de ocorrências, com um boletim de ocorrência mais ágil para acelerar o compartilhamento das informações. Haddad ainda defendeu o uso de câmeras inteligentes, com sistemas de inteligência por trás dos equipamentos para auxiliar na identificação de crimes e na realização de flagrantes.

“A Polícia Federal tem que entrar em cena, a Receita Federal tem que entrar em cena, o Coaf tem que entrar em cena”, afirmou Haddad. Segundo ele, a integração entre os órgãos seria parte de um “choque de gestão na segurança pública com a autoridade do governador”.

Cracolândia

A Cracolândia também entrou na discussão sobre segurança pública. Tarcísio questionou Haddad sobre o programa Braços Abertos, implementado durante sua gestão como prefeito de São Paulo, e perguntou por que a iniciativa não teria dado certo.

Haddad defendeu o Braços Abertos e afirmou que parte das pessoas atendidas pelo programa deixou de consumir crack ou reduziu significativamente o consumo. O petista também defendeu a combinação de políticas de saúde, assistência social, habitação e segurança para enfrentar o problema.

Tarcísio, por sua vez, atribuiu à atuação integrada entre as forças de segurança, o Ministério Público, o Judiciário e a Prefeitura de São Paulo o resultado que classificou como o “fim da Cracolândia”. O governador destacou a parceria com a gestão municipal e agradeceu ao prefeito Ricardo Nunes.

“Uma coisa que foi importante no fim da Cracolândia foi a parceria. Parceria com a Prefeitura de São Paulo. Eu agradeço muito ao prefeito Ricardo Nunes. Trabalho excepcional. A parceria com o Ministério Público, com o Judiciário, foram várias reuniões unindo todos, inclusive a sociedade civil, porque a gente sempre disse: a solução da Cracolândia passa pela união de todos. É um problema de todos”, afirmou.

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