Os principais nomes na disputa pelo governo do Rio de Janeiro já foram anunciados. O estado representa o terceiro maior colégio eleitoral do país, com 12,8 milhões de pessoas aptas a votar, número que equivale a 8,10% do eleitorado brasileiro.
Os principais nomes na disputa pelo governo do Rio de Janeiro já foram anunciados. O estado representa o terceiro maior colégio eleitoral do país, com 12,8 milhões de pessoas aptas a votar, número que equivale a 8,10% do eleitorado brasileiro.
Ao todo, nove candidatos foram oficializados pelos partidos: André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD), Juliete Pantoja (UP), William Siri (PSOL) e Luan Monteiro (PCO).
Saiba mais sobre cada candidato
Anthony Garotinho (Republicanos)
Anthony William Matheus , conhecido como Garotinho, é radialista e iniciou sua trajetória política como vereador de Campos dos Goytacazes, município onde nasceu, no norte do estado. Antes de ser eleito governador do Rio de Janeiro em 1998, foi secretário estadual de Agricultura de Leonel Brizola.
Disputou a Presidência da República pelo PSB em 2002 e terminou em terceiro lugar. No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Rio durante o governo de sua esposa, Rosinha Garotinho.
Ao longo da carreira, foi alvo de diferentes investigações e processos judiciais. Em 2016, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Chequinho, após condenação da Justiça Eleitoral por uso de recursos do programa Cheque Cidadão para compra de votos em Campos. Ele ficou preso em Bangu antes de ter a prisão domiciliar determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), posteriormente revogada mediante o pagamento de fiança.
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Em 2017, foi novamente preso na Operação Chequinho. Chegou a ser condenado a nove anos de prisão domiciliar, mas o TSE determinou depois que respondesse ao processo em liberdade. O caso acabou anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou ilícitas as provas utilizadas.
No mesmo ano, Garotinho e Rosinha foram presos na Operação Caixa D’Água. Ele foi acusado de liderar uma organização criminosa voltada à captação ilegal de recursos para campanhas políticas.
Em 2019, o casal teve novamente a prisão preventiva decretada pelo MPRJ, em investigação sobre supostas irregularidades em contratos da Prefeitura de Campos com a Odebrecht. Os dois foram soltos no dia seguinte após habeas corpus.
Agora, a candidatura de Garotinho enfrenta novo obstáculo judicial. Nesta semana, o MPRJ pediu à Justiça a execução de uma condenação por improbidade administrativa determinada em 2018, que prevê a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos.
A condenação envolve o desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde para organizações sociais que, segundo o MPRJ, teriam financiado sua pré-candidatura à Presidência em 2006.
A defesa contesta a execução da sentença, e a situação de elegibilidade ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.
Eduardo Paes (PSD)
Eduardo Paes é o atual prefeito do Rio e concorre ao governo do estado pela terceira vez. Bacharel em Direito pela PUC-Rio, iniciou a trajetória política como subprefeito da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, indicado pelo então prefeito César Maia.
Foi eleito vereador em 1996 pelo PFL, com mais de 82 mil votos, e chegou à Câmara dos Deputados dois anos depois. Em 2001, tornou-se secretário municipal de Meio Ambiente e, no ano seguinte, filiou-se ao PSDB e foi eleito para o segundo mandato como deputado federal.
Sua primeira tentativa de chegar ao governo do Rio ocorreu em 2006, quando recebeu pouco mais de 5% dos votos. Após apoiar Sérgio Cabral no segundo turno, assumiu a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do estado.
Depois, deixou o PSDB e filiou-se ao PMDB para disputar a Prefeitura do Rio. Foi eleito em 2008, com 50,8% dos votos, e reeleito em 2012, no primeiro turno.
Em 2018, disputou novamente o governo do estado, pelo DEM, mas foi derrotado por Wilson Witzel. Dois anos depois, voltou à disputa pela Prefeitura do Rio e venceu Marcelo Crivella. Em 2024, foi reeleito no primeiro turno, com 60,47% dos votos, para seu quarto mandato.
André Marinho (Novo)
André Marinho é apresentador, humorista e youtuber. Integrou a bancada do programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, entre 2019 e 2021.
Filho do empresário Paulo Marinho e irmão da cantora Giulia Be, ganhou projeção nas redes sociais durante as eleições de 2018, com imitações e sátiras de figuras políticas. Entre 2018 e 2019, presidiu o Lide Futuro, grupo formado por jovens empresários no Rio.
Formado em Ciência Política pela Universidade de Nova York e em Direito pela Faculdade Damásio, participou da cobertura das eleições norte-americanas de 2020. Em 2022, estreou o talk show “André Marinho Show”, no YouTube, em parceria com o UOL.
Em 2024, voltou à Jovem Pan para apresentar o programa Morning Show e lançou seu primeiro livro, “O Brasil (Não) É Uma Piada”. Aos 31 anos, também figura na lista Forbes Under 30, na categoria “Influenciadores e Gamers”.
Coronel Busnello (Missão)
Natural de Iraí, no Rio Grande do Sul, João Jacques Busnello é coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Já foi subcomandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e também teve passagem pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe).
Busnello ganhou notoriedade em 2009, quando atuava como atirador de elite e participou de uma ocorrência de sequestro em Vila Isabel, na zona norte do Rio. Na ocasião, baleou Sérgio Ferreira Pinto Junior, de 24 anos, que mantinha como refém a comerciante Ana Cristina Garrido em uma farmácia. A ação resultou na libertação da vítima.
Anos depois, decidiu entrar na política. Em 2018, disputou uma vaga de deputado federal pelo PRTB e recebeu 15.768 votos, mas não foi eleito. Quatro anos depois, candidatou-se novamente, desta vez pelo PSD, e ficou como suplente, com 774 votos.
Cyro Garcia (PSTU)
Cyro Garcia nasceu em Manhumirim (MG). É bacharel em Direito pela UFRJ e mestre e doutor em História pela UFF. Também foi funcionário do Banco do Brasil e professor universitário. Entre 1988 e 1991, presidiu o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
Sua aproximação com a política ocorreu nos anos 1980, quando participou da fundação do PT e da CUT. Em 1990, foi eleito suplente de deputado federal e, dois anos depois, expulso do PT após divergências entre sua corrente e a direção nacional.
Mesmo após a expulsão, assumiu por dez meses uma cadeira na Câmara dos Deputados em 1993, após o titular Jamil Haddad se afastar para assumir o Ministério da Saúde no governo de Itamar Franco. No ano seguinte, rompeu com a CUT e participou da fundação do PSTU.
Desde então, Garcia passou a disputar eleições pelo partido. Em 2016, foi candidato ao Senado pelo Rio e recebeu 45.588 votos. Em 2024, concorreu à Prefeitura do Rio, somando 5.759 votos no primeiro turno.
Douglas Ruas (PL)
Douglas Ruas é deputado estadual do Rio de Janeiro, bacharel em Direito e pós-graduado em Gestão Pública.
Sua trajetória profissional começou na segurança pública. Em 2012, foi aprovado no concurso da Polícia Civil do Rio e atuou como inspetor até dezembro de 2016. Também foi superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Entrou na política em 2021, quando assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo, cidade onde nasceu, durante a gestão de seu pai, Capitão Nelson (PL). A nomeação foi questionada pelo Ministério Público por suspeita de nepotismo, mas o caso não avançou.
Em 2022, deixou a secretaria para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Foi eleito deputado estadual com 175.977 votos, o segundo mais votado do estado.
Em 2023, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria Estadual das Cidades, após indicação do governador Cláudio Castro. A gestão foi marcada por acusações de favorecimento a seus redutos eleitorais. Segundo dados do Portal da Transparência, cerca de R$ 1,06 bilhão foi direcionado para São Gonçalo, aproximadamente 46% dos R$ 2,3 bilhões gastos pela pasta.
Em abril de 2026, foi eleito presidente da Alerj e, posteriormente, lançou sua candidatura ao governo do estado.
Juliete Pantoja (UP)
Juliete Pantoja nasceu em Duque de Caxias e é a única mulher na disputa pelo governo do estado.
Sua trajetória começou no movimento estudantil, aos 15 anos, quando participou da Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (Aerj). Em 2019, ajudou a fundar a Unidade Popular pelo Socialismo (UP), partido do qual atualmente é presidente estadual.
Formada em Serviço Social pela Uerj, trabalha como educadora popular e é coordenadora do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
Entre suas principais bandeiras estão a defesa de moradia digna, saúde e educação públicas de qualidade, valorização dos trabalhadores e combate ao racismo e ao feminicídio.
Esta é a segunda vez que Juliete disputa o governo do Rio. Ela também foi candidata em 2022 e concorreu à Prefeitura da capital em 2024.
William Siri (PSOL)
William Siri é economista e morador da Zona Oeste do Rio. Em 2014, fundou o Coletivo TudoNumaCoisaSó, voltado à valorização do território e à ampliação do acesso à cultura na região.
Sua primeira candidatura ocorreu em 2018, quando concorreu a deputado estadual e recebeu 14.212 votos. Em 2020, foi eleito, aos 28 anos, o vereador mais jovem do Rio e tomou posse em 2021.
Na Câmara Municipal, presidiu a Comissão de Trabalho e Emprego e atuou em pautas relacionadas às favelas, ao meio ambiente, aos servidores públicos e ao combate às desigualdades.
Evangélico, Siri participou da criação da Caminhada pela Liberdade Religiosa da Zona Oeste e do Movimento Inter-Religioso da Zona Oeste (Mirzo). Também recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Ordem dos Capelães do Brasil por sua atuação relacionada à liberdade religiosa.
Luan Monteiro (PCO)
Luan Monteiro tem 29 anos, é jornalista formado pela Uerj e integra a direção nacional do Partido da Causa Operária (PCO). Também é dirigente da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), organização ligada ao partido.
Esta é a quarta disputa eleitoral de Monteiro. Ele foi candidato a vereador do Rio de Janeiro em 2020 e 2024 e disputou o cargo de governador em 2022.
Em seu site, Monteiro afirma ter participado de mobilizações políticas pela liberdade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de atos pelo “Fora Bolsonaro” e de manifestações em defesa da causa palestina. Também relata participação em mobilizações de trabalhadores no Rio de Janeiro e em outras regiões do país.
Entre as principais propostas defendidas por Monteiro estão o fim da Polícia Militar, o fim dos vestibulares e a legalização das drogas.
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