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CCJ do Senado aprova biometria de mães e recém-nascidos para evitar troca de bebês

Projeto prevê coleta de dados biométricos ainda na sala de parto para reforçar a segurança nas maternidades

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CCJ do Senado aprova coleta de biometria da mãe e do bebê logo após o parto (Foto: Luiz Luiz Silveira/Agência CNJ) (Foto: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na última quarta-feira (12), o projeto que prevê a coleta de dados biométricos da mãe e do recém-nascido ainda na sala de parto. A medida tem como objetivo reforçar a segurança nas maternidades e evitar a troca de bebês.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na última quarta-feira (12), o projeto que prevê a coleta de dados biométricos da mãe e do recém-nascido ainda na sala de parto. A medida tem como objetivo reforçar a segurança nas maternidades e evitar a troca de bebês.

O PL 1.447/2026 estabelece que os dados sejam coletados logo após o nascimento e vinculados à Declaração de Nascido Vivo. A proposta prevê o registro da impressão digital da mãe e da sola do pé do recém-nascido, com uso exclusivo para identificação civil e segurança.

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Segundo a autora do projeto, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), a medida busca aumentar a segurança dos registros civis e reduzir fraudes relacionadas ao nascimento. A proposta também quer padronizar nacionalmente um procedimento que, segundo a parlamentar, já é adotado em algumas maternidades.

O projeto ainda permite que a coleta seja feita por tinta ou carimbo quando não houver tecnologia disponível, sem exigir uma estrutura complexa das unidades de saúde.

Após a aprovação na CCJ, o texto passará por turno suplementar de votação na própria comissão. Caso seja aprovado novamente, poderá seguir diretamente para análise da Câmara dos Deputados.

Caso acende alerta sobre segurança nas maternidades

A discussão sobre a segurança nas maternidades ocorre após um caso registrado em Teresina, no Piauí. Auricélia de Sousa Rocha, de 43 anos, técnica de enfermagem, foi presa preventivamente após tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, da rede pública estadual.

De acordo com a investigação, a profissional estava de folga quando pegou a recém-nascida da mãe, uma adolescente de 14 anos, alegando que a levaria para realizar exames. Ela entrou em um banheiro com a criança e tentou deixar o local com o bebê dentro de uma bolsa.

A movimentação chamou a atenção da tia da recém-nascida, que desconfiou da atitude da funcionária e impediu que ela deixasse o hospital.

Segundo a Polícia Civil, a técnica dizia a familiares que estava grávida e mantinha em casa um quarto preparado para receber um bebê.

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