Pesquisa mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com percentual de rejeição numericamente superior ao de Flávio Bolsonaro (PL) pela primeira vez desde março de 2026. Cerca de 49% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no atual presidente, ante 48% dos que rejeitam o senador.
Pesquisa divulgada pelo BTG/Nexus nesta segunda-feira (24 ) mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com percentual de rejeição numericamente superior ao de Flávio Bolsonaro (PL) pela primeira vez desde março de 2026. Cerca de 49% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no atual presidente, ante 48% dos que rejeitam o senador.
Em comparação ao levantamento anterior, Flávio Bolsonaro registrou uma redução de dois pontos percentuais em sua rejeição absoluta (de 50% para 48%), igualando seu menor índice na série histórica. Por outro lado, Lula manteve um patamar de rejeição estável, com uma oscilação de 48% para 49% no mesmo período de análise.
No início da série, em 30 de março, Lula registrava os mesmos 49% de rejeição contra 48% de Flávio.
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Polarização
O levantamento também mostra uma divisão equilibrada do eleitorado: 41% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, mas votariam em Lula. Outros 41% dizem o contrário: não votariam em Lula de jeito nenhum, mas votariam em Flávio.
Além disso, a parcela de eleitores que rejeita ambos de forma categórica é bastante restrita: apenas 7% declaram que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum.
Perfis demográficos da rejeição
Os dados detalhados da pesquisa revelam onde se concentram as maiores resistências a cada um dos candidatos.
A rejeição a Lula é significativamente maior entre os homens (57%) do que entre as mulheres (42%). No recorte religioso, a rejeição ao atual presidente chega a 60% entre os evangélicos.
Já a rejeição a Flávio Bolsonaro ocorre de forma mais acentuada entre as mulheres (55%) do que entre os homens (41%). Flávio também enfrenta maior resistência entre os eleitores sem religião (70%) e os católicos (49%).
A pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-009028/2026.
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