A fintech 2GO Bank, ligada a um policial civil preso pela Polícia Federal, é investigada por supostas transações com criptomoedas destinadas a organizações terroristas. O alerta partiu de Israel, que informou ao Brasil sobre a conexão da empresa com atividades ilícitas, conforme denúncia do Ministério Público. O Ministério da Defesa israelense confirmou a existência de […]
A fintech 2GO Bank, ligada a um policial civil preso pela Polícia Federal, é investigada por supostas transações com criptomoedas destinadas a organizações terroristas. O alerta partiu de Israel, que informou ao Brasil sobre a conexão da empresa com atividades ilícitas, conforme denúncia do Ministério Público. O Ministério da Defesa israelense confirmou a existência de carteiras digitais em uma corretora, utilizadas para movimentar criptomoedas com fins terroristas, segundo a legislação de Israel.
Após a notificação, o Banco Topázio monitorou as transações de criptoativos, identificando uma relação entre os ativos adquiridos por clientes e recursos enviados via operações de câmbio. O relatório indicou que a 2GO Bank facilitava a movimentação de recursos de origens ilícitas, conforme apontado pelo MP. As investigações revelaram que a fintech e a Invbank recebiam depósitos milionários do narcotráfico, utilizando laranjas para transferir valores a contas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
O policial civil Cyllas Salerno Elia Junior foi preso sob a acusação de lavagem de dinheiro para o PCC, com sua empresa supostamente envolvida em um esquema que movimentou R$ 6 bilhões. Ele já havia sido preso anteriormente, em novembro do ano passado, após ser mencionado na delação de Vinicius Gritzbach, que também estava ligado ao tráfico e à lavagem de dinheiro. Gritzbach, por sua vez, foi acusado de assassinar um narcotraficante que desconfiava de desvio de recursos.
O narcotraficante Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, utilizou a fintech Invbank para lavar R$ 11 milhões e era uma figura influente no tráfico internacional de drogas. As investigações continuam, mas os nomes das organizações terroristas envolvidas ainda não foram divulgados.
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