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Colaboração de traficante italiano revela laços entre PCC e máfia ‘Ndrangheta

Colaboração entre PCC e 'Ndrangheta é revelada por traficante italiano, resultando em inédito acordo de investigação entre Brasil e Itália.

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Vincenzo Pasquino, um traficante italiano, revelou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a máfia ‘Ndrangheta da Calábria estão colaborando no tráfico de drogas. Essa delação levou à criação de um acordo inédito entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil e autoridades italianas para investigações conjuntas. O procurador italiano Giovanni Melillo visitará São Paulo em junho para assinar o acordo. Pasquino, que viveu no Brasil entre 2017 e 2021, atuou como intermediário no tráfico de cocaína para a Itália e teve contatos com outras facções, como o Comando Vermelho. Ele se tornou um “pentito”, ou delator, e suas informações ajudaram a identificar novas rotas de tráfico e a parceria entre o PCC e a ‘Ndrangheta. As investigações mostram que a máfia italiana busca portos seguros no Brasil para enviar drogas e armas para a Europa. O acordo de cooperação permitirá que equipes de investigação atuem de forma permanente, algo que nunca foi feito antes entre os dois países. Essa colaboração é vista como essencial para combater o crime organizado e o tráfico internacional de drogas.

A colaboração premiada do traficante italiano Vincenzo Pasquino revelou conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a máfia ‘Ndrangheta, resultando em um inédito acordo de cooperação entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil e autoridades italianas. O procurador nacional antimáfia e antiterrorismo da Itália, Giovanni Melillo, visitará São Paulo nos dias 24 e 25 de junho para formalizar o acordo, que visa a criação de equipes conjuntas de investigação.

Pasquino, que atuou como intermediário no tráfico de cocaína da América do Sul para a Itália, revelou detalhes sobre a busca da ‘Ndrangheta por novas rotas de tráfico e seus interesses no Brasil. O acordo permitirá investigações permanentes sobre a atuação de máfias nos dois países, um passo significativo na luta contra o crime organizado.

Durante sua estadia no Brasil, Pasquino viveu em São Paulo e Paraná, onde estabeleceu contatos com outras facções, como o Comando Vermelho (CV). Ele foi preso em 2021 em uma operação conjunta entre a Polícia Federal, Interpol e polícia italiana. A delação de Pasquino é considerada a primeira vez que um membro da ‘Ndrangheta compartilha informações sobre suas conexões com organizações criminosas brasileiras.

O procurador Giovanni Bombardieri destacou que as relações entre a ‘Ndrangheta e o PCC são antigas e que a máfia calabresa busca novos portos para o tráfico de drogas. As investigações indicam que a ‘Ndrangheta está interessada em rotas seguras para o envio de armas e drogas para a Europa. A criação de equipes permanentes de investigação é vista como uma estratégia eficaz no combate ao tráfico internacional.

A cooperação entre Brasil e Itália foi iniciada em 2024, com o objetivo de fortalecer o combate ao crime organizado. As equipes conjuntas permitirão um compartilhamento de informações sem prazo definido, algo inédito nas relações entre os dois países. A PGR e autoridades italianas acreditam que essa colaboração é essencial para enfrentar o fenômeno do tráfico internacional de drogas.

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