O envelhecimento impacta a tolerância ao álcool, especialmente em mulheres, conforme afirmam especialistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumo zero de álcool, destacando que não existe uma dose segura.
Com o passar dos anos, o corpo se torna menos eficiente na metabolização do álcool. A geriatra Polianna Souza explica que a redução da tolerância é um fenômeno fisiológico bem documentado. Mulheres a partir dos 50 anos relatam sentir os efeitos da bebida de forma mais intensa, o que não é apenas uma percepção, mas uma realidade biológica.
A hepatologista Cristiane Villela Nogueira ressalta que a interação do álcool com medicamentos comuns, como analgésicos e ansiolíticos, pode agravar essa sensibilidade. A perda de massa muscular e o aumento da gordura corporal, que se acentuam após os 50 anos, também contribuem para essa diminuição da tolerância. O álcool, sendo hidrossolúvel, se concentra mais no sangue quando há menos água no organismo.
Efeitos Prolongados
Além disso, a capacidade do fígado de metabolizar o álcool diminui com a idade, resultando em efeitos colaterais prolongados e maior risco de lesões hepáticas. O álcool prejudica o sono, que já tende a piorar com o envelhecimento, intensificando os efeitos da ressaca.
A hepatologista alerta que o consumo de álcool pode exacerbar problemas de saúde preexistentes, como hipertensão e diabetes. Mulheres são mais suscetíveis aos efeitos do álcool devido a uma menor massa muscular e a uma metabolização mais lenta.
Diante desse cenário, a OMS recomenda que, se houver consumo, que seja com moderação. Para mulheres, a orientação é não exceder uma dose padrão por dia, enquanto homens podem consumir até duas. É essencial evitar misturar álcool com medicamentos e ingerir a bebida acompanhada de alimentos e água para reduzir a absorção.
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