O donanemabe, comercializado como Kisunla, é um novo medicamento para Alzheimer da Eli Lilly, agora disponível no Brasil. Indicado para pacientes nos estágios iniciais da doença, o tratamento visa retardar a perda cognitiva. No entanto, o custo elevado e a necessidade de acompanhamento rigoroso são pontos de atenção.
Atualmente, o donanemabe é oferecido apenas na rede privada, com preços que variam de R$ 5.131,58 a R$ 5.531,44 por frasco de 350 mg, dependendo da alíquota de ICMS. A Anvisa recomenda que o tratamento inicie com 700 mg mensais, aumentando para 1.400 mg após as primeiras doses. A duração do tratamento pode chegar a 18 meses, dependendo da resposta do paciente e do acompanhamento médico.
Custos e Acompanhamento
Os custos para o paciente podem ser ainda mais altos, considerando despesas com acompanhamento e administração. Em algumas clínicas, como a Dasa, o valor pode ultrapassar R$ 8 mil, incluindo a medicação e o acompanhamento de um neurologista. Cada sessão de infusão leva cerca de 30 minutos, seguidas de observação.
O neurologista Diogo Haddad, coordenador do Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, destaca que o Kisunla “exige acompanhamento médico rigoroso”, embora tenha mostrado resultados promissores em estudos clínicos para pacientes com doenças iniciais.
Efeitos Colaterais
Entretanto, o uso do medicamento não é isento de riscos. Estudos indicam que o donanemabe pode causar hemorragias e edemas cerebrais, com relatos de casos graves, incluindo óbitos. Portanto, a supervisão médica é essencial durante o tratamento. A introdução do Kisunla representa uma nova esperança no combate ao Alzheimer, mas traz à tona a necessidade de um monitoramento cuidadoso dos pacientes.
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