Adultos jovens estão enfrentando um aumento alarmante no câncer colorretal, com um estudo brasileiro revelando que aqueles com menos de 45 anos apresentam tumores mais agressivos e maior risco de recidiva. Os dados foram apresentados no 73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, em São Paulo, e indicam uma mudança significativa no perfil da doença, que historicamente afetava principalmente pessoas acima de 50 anos.
A pesquisa acompanhou 434 pacientes submetidos a cirurgia entre 2010 e 2020 no Hospital Universitário de Brasília. Os resultados mostraram que 15,25% dos jovens entre 18 e 49 anos tinham tumores indiferenciados, em comparação com 7,97% entre os mais velhos. Tumores indiferenciados são mais graves, com maior potencial de crescimento rápido e metástases.
Além da agressividade dos tumores, o estudo apontou que o risco de recidiva é 93% maior entre os pacientes mais jovens. Especialistas sugerem que a combinação de fatores como alimentação inadequada e sedentarismo, junto com a falta de rastreio precoce, pode estar contribuindo para esse aumento. O câncer colorretal é o terceiro mais comum no Brasil, com previsão de crescimento de 21% até 2040, segundo a Fundação do Câncer.
As estratégias de rastreamento, como a colonoscopia, são eficazes na prevenção da doença, mas ainda não são amplamente aplicadas em jovens. O exame pode prevenir até 96% dos casos, mas a adesão a essas práticas é baixa entre essa faixa etária. A detecção precoce é crucial, pois aumenta as chances de tratamento eficaz e recuperação.
Diante desse cenário, é fundamental que todos estejam atentos aos sintomas iniciais, que podem ser vagos, mas devem ser investigados por profissionais de saúde.
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