A ninfoplastia, procedimento íntimo em alta demanda, tem ganhado destaque no Brasil, que lidera o número de cirurgias realizadas. Contudo, a popularização da ninfoplastia sem cortes, realizada por profissionais não médicos, levanta preocupações. Essa técnica, que utiliza aparelhos como o jato de plasma, provoca queimaduras nos pequenos lábios, resultando em dor intensa e recuperação complicada.
O especialista Igor Padovesi, referência em cirurgia íntima no Brasil, alerta que muitos pacientes chegam ao consultório com lesões severas. “Esses dispositivos causam queimaduras extensas, e já atendi mulheres com os tecidos em carne viva por mais de um mês”, afirma. Além do risco imediato, a recuperação é dolorosa e pode levar semanas, com resultados frequentemente insatisfatórios.
Estudos indicam que a ninfoplastia convencional, realizada com cortes precisos e anestesia local, apresenta alta taxa de satisfação. Em pesquisa apresentada na Sociedade Internacional de Uroginecologia, 93,2% das mulheres que passaram pelo procedimento tradicional afirmaram que teriam optado por ele antes, se soubessem como era. A cirurgia, que não requer internação, permite que a paciente retorne rapidamente às suas atividades.
A busca por alternativas mais baratas e rápidas pode levar a consequências graves. “Muitas mulheres, em busca de alívio para inseguranças, acabam optando por técnicas arriscadas”, destaca Padovesi. Ele enfatiza a importância de buscar informações claras e consultar especialistas qualificados para garantir segurança e resultados satisfatórios.
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