Aline Cristina Gonçalves Garanhani, 31 anos, gerente de Marketing da Qualicorp, viveu um turbilhão ao se tornar mãe da pequena Luiza, hoje com 1 ano e 2 meses. Mesmo com carreira em ascensão, ela cogitou abandonar tudo ao experimentar a maternidade.
Aline descreve ter se sentido consumida pela nova função, como se maternidade fosse a única coisa da vida naquele momento. Profissionais explicam que hormônios, cansaço e pressão social ajudam a esse sentimento de fusão entre mãe e bebê.
A psicóloga Ana Carolina Bueno aponta que o choque entre os modelos de mulher profissional independente e mãe dedicada é histórico. O conflito interno pode surgir quando a mulher assume os dois papéis ao mesmo tempo.
Desempenho e rede de apoio
A virada de Aline veio ao observar uma amiga que voltou ao trabalho antes dela. Esse exemplo a fez encarar a possibilidade de conciliar vida profissional e familiar sem perder a identidade.
Ao retornar, ainda em home office, Aline percebeu que é possível manter a proximidade com a filha e continuar crescendo profissionalmente. Acredita que a experiência fortalece a relação com a filha e com o trabalho.
Aline relata que o retorno revelou uma nova forma de ver a própria carreira, com foco na qualidade de tempo compartilhado e no desenvolvimento pessoal. A experiência reforçou a ideia de que a maternidade pode ampliar habilidades úteis no trabalho.
Motivos que levam mães a reconsiderar o retorno
Entre os fatores que costumam levar à reconsideração estão a culpa pela dedicação ao trabalho, a exaustão física e mental, a falta de rede de apoio, a pressão social pela mãe 100% dedicada e mudanças de prioridades. O retorno, porém, também pode significar reconectar a identidade profissional.
Para Aline, o ambiente de trabalho passou a representar segurança e propósito. O período pós-maternidade consolidou a percepção de que é possível ser mãe e profissional ao mesmo tempo, com impactos positivos na carreira.
Ao longo do relato, a experiência de Aline reforça a ideia de que a maternidade não encerra a carreira, mas pode criar vínculos mais fortes entre competência, empatia e organização. Luiza passa a ter orgulho da mãe que atua no marketing em uma grande empresa, com projetos relevantes.
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