Vera Cecília Simione Menezes viveu com independência e fé, dedicando mais de duas décadas ao trabalho voluntário. Católica fervorosa, manteve uma rotina ativa, com atividades sociais e religiosas. Nascida em São Paulo, em 20 de outubro de 1928, começou a vida profissional como professora particular de latim antes de seguir carreira no setor público de saúde.
Casada em 1956 com Sérgio Augusto Lara Menezes, Vera teve quatro filhas e viveu o constante suster de mudanças de cidade devido a obras do marido, engenheiro civil. Entre Ribeirão Preto, Piracicaba, Campo Grande e Andradina, manteve laços fortes com a família e criou uma ampla rede de amizades, promotoras de eventos comunitários e religiosos.
Aos 80 anos, viajou sozinha para Egito, Israel e Turquia, explorando pirâmides, montando em camelos e percorrendo parte da via crúcis. A pandemia trouxe os primeiros sinais de Alzheimer, acompanhou o declínio gradual e deixou de dirigir pouco antes de completar 90 anos. Ela faleceu no dia 2, aos 97, deixando três filhas, três netos e quatro bisnetos.
Carreira e atuação social
Vera começou no Instituto Adolfo Lutz, onde aprendeu a atuar como técnica de laboratório e iniciou a carreira na Secretaria estadual de Saúde. Ao longo dos anos, concentrou-se no voluntariado, atuando na Fundação Sobeccan, do Hospital do Câncer de Ribeirão Preto, e promovendo ações na paróquia Nossa Senhora de Fátima.
Vida familiar e legado
Casou-se com Sérgio Augusto Lara Menezes e teve Serginho, falecido aos 22 anos em acidente de caiaque. A família descreve Vera como pessoa de agenda sempre cheia, que soube lidar com a dor da perda mantendo o presente no que vivia. Foi ministra da eucaristia e orientava noivos, além de organizar eventos beneficentes.
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