No ecossistema da inovação, muitos discutem burnout e IA, mas pouco olham para o cérebro humano. A neurocientista Carol Garrafa alerta que a velocidade do declínio cognitivo é moldada pelas escolhas diárias. Segundo ela, comportamentos nocivos aceleram o envelhecimento cerebral, enquanto micro-hábitos bem dosados protegem a mente.
Ela afirma que o cérebro funciona como um “sistema operacional” vivo, que pode ser blindado com ajustes simples. Comer bem, exercitar-se e manter ambientes estimulantes são vistos como investimentos diretos na capacidade de raciocínio e memória.
O primeiro erro destacado envolve telas logo no começo e no fim do dia. A luz azul interfere na produção de melatonina, prejudicando a renovação celular no hipocampo, núcleo da memória. O isolamento no home office também pode reduzir conexões neurais, aumentando o risco de piora cognitiva com o tempo.
Mudanças de hábitos para a performance
A neurologista aponta sedentarismo e alimentação inadequada como fatores que bajam a energia cerebral, reduzindo oxigenação do córtex e atrapalhando atenção e raciocínio rápido. Já o consumo elevado de açúcar pode gerar névoa mental, enquanto nutrientes como vitaminas e antioxidantes ajudam a manter o raciocínio afiado.
Por fim, o tema da multitarefa é questionado pela ciência. O cérebro não processa tarefas complexas simultaneamente; ele alterna o foco, gerando um pedágio cognitivo alto a cada troca. Esse custo pode comprometer a aprendizagem de novas informações.
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