A endometriose afeta entre 7 e 10 milhões de brasileiras e cerca de 190 a 200 milhões de mulheres no mundo. A atividade física regular e uma dieta equilibrada aparecem como aliados no controle de sintomas e na melhoria da qualidade de vida.
Ainda é comum que a doença receba subdiagnóstico ou seja normalizada pela sociedade, o que atrasa o tratamento. O tempo médio para diagnóstico correto cita-se entre sete e dez anos, conforme especialistas.
Causas e diagnóstico
A endometriose tem forte componente genético e pode envolver fatores como menstruação retrógrada e alterações no sistema imune. A explicação foca na presença de tecido endometrial fora do útero, causando inflamação e dor.
Exames de imagem tradicionais nem sempre detectam todos os tipos de lesão. A orientação é buscar avaliação com profissional experiente em endometriose para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento.
Rotina saudável
A prática de exercícios com regularidade reduz a inflamação, melhora o humor e ajuda no controle da dor. Recomenda-se cerca de 150 minutos de atividade moderada por semana, distribuídos em várias sessões.
Dieta anti-inflamatória começa com vegetais, frutas, peixes ricos em ômega-3, azeite e grãos integrais. Evitar carne vermelha, ultraprocessados, açúcar e álcool contribui para reduzir a inflamação.
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado, levando em conta idade, desejo de gravidez e extensão da doença. Existem opções clínicas com medicamentos hormonais para reduzir a dor e a progressão, além de intervenções cirúrgicas quando necessário.
O estilo de vida saudável não cura a endometriose, mas ajuda a reduzir sintomas e melhorar a resposta a terapias. Com acompanhamento adequado, muitas mulheres mantêm atividades diárias, trabalho e vida familiar estáveis.
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