O relato descreve uma mãe na faixa dos 70 anos que apresenta dependência de jogos digitais, incluindo Tetris, várias versões de solitaire e jogos de máquinas caça-níqueis. A situação impacta a relação com os filhos, que percebem a mãe pouco disponível emocionalmente.
Os filhos relatam que, mesmo em conversas, a mãe mantém o celular na mão e joga com frequência, às vezes em vários dispositivos ao mesmo tempo. A situação agravou-se após a morte do pai, há quase quatro anos, levando a uma dependência que já existia antes desse ocorrido.
Pesquisadores e profissionais de saúde destacam que o comportamento pode funcionar como estratégia de enfrentamento a emoções dolorosas. A psicoterapeuta Rebecca Harris sugere abordar com compaixão, buscando entender o que está por trás da relação da mãe com as máquinas e como envolvê-la em atividades fora da tela.
Planejamento de abordagem
Especialistas recomendam separar objetivos: apoiar a mãe ou fortalecer o vínculo, ou ambos. A conversa inicial deve priorizar empatia, pois a jogatina pode cumprir uma função defensiva para a paciente. Sugere-se propor atividades que não exijam uso do celular.
Caminhos de apoio e próximos passos
Profissionais orientam avaliar se a prática seria interrompida diante de uma proposta melhor. Explorar interesses da mãe além de jogos ajuda a entender o que a impede de abrir emocionalmente. Pode haver a necessidade de buscar suporte específico para transtornos relacionados a jogos.
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