A Dia das Mães segue sendo retratada como uma data de afeto, mas a maioria das histórias revela uma maternidade complexa e diversa. Mulheres contam como superaram diagnósticos, dificuldades e transformaram rotinas para cuidar dos filhos. O amor é descrito como intenso, porém com desafios reais no cotidiano.
Cada relato mostra trajetórias únicas: algumas associam a maternidade à superação profissional, outras enfrentam questões de saúde, e há quem combine a criação com lutas pessoais. O fio comum é a busca por equilíbrio entre carreira, estudos e cuidado com as crianças.
As histórias, apuradas pelo veículo, mostram mães que enfrentam situações diversas para manter vínculos fortes com os filhos. Em todas, a presença materna aparece como força motriz para seguir adiante, mesmo frente a obstáculos.
Maria Luísa Tavares
Aos 21 anos, Maria Luísa tornou-se mãe de João Paulo durante a graduação em engenharia agronômica na UnB. Ela interrompeu os estudos para dedicar-se exclusivamente ao filho, descrevendo a experiência como desafiadora e gratificante.
Ela afirma sentir um “superpoder” ao ver o filho crescer sob sua orientação. A mãe relata que o período tem sido mais positivo do que o esperado, mesmo diante de temores iniciais sobre o parto e a criação.
Para Maria Luísa, a maternidade é também oportunidade de aperfeiçoamento. Ela diz que, ao moldar o filho, precisa ajustar seu próprio comportamento para ser um bom exemplo, reconhecendo uma relação entre amor e responsabilidade.
Aline Campos
Aline Campos, 45, é servidora pública do Detran-DF e mãe de João, hoje com 13 anos. Aos seis anos do filho, suspeitas de TEA levaram a uma busca por conhecimento, que também ajudou Aline a entender aspectos de sua própria neurodivergência.
Ela escreveu livros sobre o tema, incluindo Sou diferente, e daí? Tem lugar aí pra mim?, com o foco no autismo. Aline passou a incorporar TEA em todas as obras editadas, buscando maior inclusão nas leituras compartilhadas com o filho.
A servidora pública ressalta que a descoberta do diagnóstico ajudou a reduzir ruídos de rótulos antigos. Para ela, a maternidade implica amor incondicional e serve para esclarecer quem é.
Danielle Mota
Danielle, 30, foi surpreendida por um câncer de mama apenas duas semanas após descobrir a gravidez. Mesmo com tratamento de quimioterapia gestante, ela manteve o cuidado com Stella, que nasceu em junho de 2025, após adiamento de parto para segurança de mãe e filha.
Ela já havia passado por cirurgia de tireoide antes do diagnóstico. Entre sessões de quimioterapia no Hospital Anchieta, Danielle relata momentos de exaustão, mas encontra motivação no bebê que carrega no ventre e na filha Stella.
A história de Danielle é marcada pela luta conjunta com a filha e o marido Johnata Carlos, fortalecendo a ideia de vitória compartilhada entre mãe e filha, mesmo diante de tratamentos agressivos.
Deuzanira Campos Araujo
Aos 45 anos, Deuzanira é mãe solo de três filhos, com um filho mais novo de 12 anos morando com a tia. Ela vive entre trabalho e cuidado, alternando 15 dias de serviço com dois em casa, para manter a renda necessária.
Ela descreve a responsabilidade como o principal impulso diário, mantendo a família estável mesmo em momentos de distância física. As filhas mais velhas já são casadas, formando uma base de apoio e orgulho para a mãe.
Deuzanira diz que o legado que pretende deixar é a honestidade e o esforço de criar crianças que crescem com dignidade e valores, reconhecendo o papel da família como núcleo de sustento.
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