O Dia das Mães ganhou uma linha de leitura triste com o relato do padre Fábio de Melo, que se comove diante da despedida sem um último encontro presencial. O caso é usado para representar o sofrimento de milhões de filhos nesta data.
A história envolve o sacerdote e a mãe dele, dona Ana Maria, que estava hospitalizada para tratamento da covid-19. Os protocolos de isolamento impostas pela pandemia impediram o reencontro físico entre mãe e filho, mantendo-os separados.
A última troca de olhares ocorreu por meio de uma chamada de vídeo, segundo o padre. Dona Ana Maria faleceu aos 83 anos em março de 2021, longe do filho. O enterro teve o caixão lacrado por risco de contaminação, impedindo o adeus cara a cara.
Perdas profundas e referências teóricas
Especialistas destacam que a ausência materna pode provocar ruptura na história e na identidade do indivíduo, conforme estudos históricos de luto. A perda é descrita como um evento que pode desencadear desorientação e enfraquecimento do interesse pelo mundo externo.
No campo da psicanálise, autores como Freud e Lacan discutem que a ausência da mãe pode levar o sujeito a reconstruir formas de existir, amar e desejar. A força dessa reconstrução varia conforme o contexto e o suporte emocional disponível.
Para quem enfrenta sofrimento emocional, o CVV oferece apoio 24 horas, pelo telefone 188. O serviço é gratuito e não exige fácil acesso a profissionais. Também é recomendado buscar acompanhamento de psicólogo ou psiquiatra.
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