Thaina Farias, de 30 anos, moradora de Osasco (SP), teve uma gestação marcada por complicações e internação na UTI. Ela viveu anos de tentativas, com seis perdas gestacionais, antes de conseguir levar Filipi para casa, aos três meses de vida.
A trajetória começou com buscas por diagnóstico e tratamento, após perder o sétimo bebê e descobrir a incompetência do colo do útero, que aumenta o risco de parto prematuro. A revelação trouxe alívio, mas também dor e reconhecimento da gravidade do quadro.
Em 2025, a gravidez ganhou nova esperança, acompanhada de cautela. A gestação evoluiu até a 26ª semana, quando uma infecção grave surgiu, levando à internação de Thaina na UTI. Filipi nasceu prematuro extremo e foi transferido para a UTI neonatal.
Infecção grave e parto prematuro
Os médicos anteciparam o parto para preservar a vida de mãe e filho. Thaina recebeu anestesia geral e foi intubada. A internação na UTI durou três dias, enquanto Filipi ficou na UTI neonatal por causa da prematuridade extrema.
No primeiro contato, cinco dias após o nascimento, Thaina viu o filho pela primeira vez. O encontro inicial não foi de emoção intensa, mas sim de medo e surpresa diante do tamanho do bebê, que apresentava pele translúcida e pele roxa.
Avanços e esperança
Hoje, mãe e filho estão em casa, com Filipi recebendo cuidados contínuos pela prematuridade. Thaina publicou um livro sobre perdas gestacionais, maternidade e fé, buscando apoiar outras mulheres em silêncio.
A profissional responsável pela linha de cuidados na UTI enfatiza que bebês prematuros extremos exigem suporte intensivo imediato, com equipes bem treinadas e infraestrutura adequada para reduzir complicações.
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