O aumento global de problemas de saúde mental afeta também cães e gatos, que podem sofrer ansiedade sem sinais claros no início. Observação atenta da linguagem corporal é o primeiro passo para o bem-estar do animal. A escala internacional de medo, ansiedade e estresse classifica as manifestações em níveis de gravidade, variando de leve a severo.
Em casos leves, o pet evita contato visual ou desvia o rosto, com respiração um pouco ofegante. No moderado, há inquietação, busca constante pela atenção do tutor e lambedura excessiva das patas. Em situações severas, podem ocorrer agressividade, imobilidade e alterações acentuadas na respiração e na postura.
Nos felinos, o sofrimento se apresenta de forma contida. Leve: pupilas parcialmente dilatadas, cabeça inclinada e desinteresse no tutor. Moderado: respiração acelerada e lambedura excessiva. Severidade envolve fuga, orelhas e bigodes voltados para trás, cauda baixa e, às vezes, agressão.
Para o manejo, o atendimento veterinário é fundamental para identificar causas e indicar tratamento adequado. Mudanças na rotina ajudam a reduzir o estresse: evitar situações que provoquem medo, reconhecer os momentos de maior desconforto e manter estímulos diários.
Além disso, a saúde mental depende do estímulo diário. Passeios, brincadeiras, enriquecimento ambiental e interação com pessoas são elementos que contribuem para o bem-estar geral e ajudam a reduzir os sinais de ansiedade em cães e gatos.
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