O estudo divulgado por Virgin Media O2 revela que, no Reino Unido, a média de tempo gasto em doomscrolling chega a 41 mil horas ao longo da vida. Além disso, 36% do uso de telefone é classificado como intencional, isto é, feito por hábito ao acaso, sem objetivo definido.
A pesquisa, realizada com mais de 6 mil pessoas, aponta que esse comportamento representa aproximadamente 1 hora e 26 minutos diários de tela. Considerando a idade de início do uso de smartphones aos 10 anos, a expectativa de vida média de 88 anos é o marco citado para esse tempo.
Contexto e histórico
O termo doomscrolling surgiu em 2018 e ganhou popularidade em 2020, em meio a crises globais. A prática é descrita como consumo constante de notícias negativas, que pode impactar o bem-estar.
Em 2020, a jornalista Karen Ho lançou um bot no Twitter para lembrar usuários de interromper a leitura de más notícias à noite. A ideia era incentivar pausas e reduzir a exposição a conteúdos alarmistas.
Possíveis caminhos
Especialistas apontam que a tecnologia pode, em algum momento, oferecer ferramentas para reduzir esse hábito. A discussão envolve ajustes de uso, filtros de conteúdo e alertas personalizados.
Abordagens de saúde digital sugerem reduzir telas, priorizar fontes confiáveis e reservar momentos para descanso. Dados mostrados pelo estudo não refletem recomendações médicas, apenas a prática observada.
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