Letícia Fabbri, influenciadora brasileira, contou à Marie Claire como reconstruiu a vida após enfrentar uma série de traumas e, recentemente, encontrou um novo relacionamento. A história envolve superação, doença autoimune e mudança de vida.
Diagnosticada na infância com PTI, Letícia enfrentou queda de imunidade, internações e, aos 24 anos, perdeu a audição e precisou amputar os dois pés por complicações hospitalares. O fim de um relacionamento de quase três anos também impactou sua autoestima.
A partir de relatos sobre a trajetória, a reportagem acompanha a leitura de cada etapa: readaptação física, luto pela perda do pai pela mesma doença e a reconstrução de vida compartilhada com as redes sociais, que hoje soma mais de 700 mil seguidores.
O início da nova fase
Após a alta hospitalar, Letícia voltou para casa e terminou o relacionamento por telefone. Paralelamente, começou a gravar vídeos para acompanhar a evolução da reabilitação e organizar uma campanha para custear a prótese necessária.
O apoio de amigos, familiares e de outros amputados foi essencial para compreender que era possível retomar a vida afetiva. A percepção mudou com o tempo, abrindo espaço para o romantismo com outra pessoa.
O encontro com Fernando Conhasca
No ano anterior, Letícia conheceu Fernando Conhasca, 26, pela internet. O relacionamento ganhou consistência após a conversa noturna, incluída pela família, que apoiou a aproximação. O casal chegou a marcar encontro em São Paulo com surpresa no início.
Conhasca demonstrou apoio ao seguir as redes da namorada e mostrou-se presente em momentos familiares, inclusive com a participação de membros da família dele. A relação avançou com uma decisão de morar juntas após o primeiro tempo de convivência.
Vida, viagens e superação
Letícia passou a falar abertamente sobre os desafios diários da adaptação às próteses, inclusive em viagens. Em 2024, realizou uma ida solo a Buenos Aires, acompanhada de momentos de liberdade e de superação, mesmo com dias de dor.
A influenciadora enfatiza que a experiência é individual e que cada pessoa se adapta em seu tempo. Ela também destaca a importância de compartilhar dificuldades para apoiar outras pessoas que passam por situações semelhantes.
PTI e impactos na rotina
Crescer com PTI envolveu acompanhar familiares com a mesma condição, o que ajudou na compreensão da doença. A rotina de internações, hematomas e limitações físicas foi desafiadora na infância, mas contribuiu para a construção da autoestima ao longo dos anos.
Letícia ressalta a importância de buscar apoio psicológico e de manter uma visão realista sobre a adaptação. Ela também cita a valorização de pequenas conquistas diárias e o uso de roupas que promovem conforto durante o processo de recuperação.
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