Dizer não para uma criança é um desafio comum para pais e mães. O tema é explorado pela psicanalista Monica Pessanha, colunista da Revista Crescer, que afirma que o sofrimento da criança nasce da solidão, não do limite em si.
O texto ressalta que a presença dos adultos é essencial quando a resposta é não. Manter o vínculo firme e afetuoso ajuda a criança a entender o que é permitido e o que não é, moldando a forma como lidará com frustrações no futuro.
Segundo a autora, limites bem dados não rompem a conexão. O objetivo é manter o diálogo aberto e demonstrar que as necessidades de todos importam, sem deixar de cumprir responsabilidades ou interromper atividades importantes.
Entre as estratégias, destacam-se quatro situações: aguardar o término de uma tarefa, oferecer alternativas diante de desejos fortes, explicar que a atenção pode temporariamente ficar com outra demanda e cuidar de si para ensinar autocuidado.
A recomendação é encerrar atividades prazerosas com uma justificativa objetiva, mostrando o porquê do limite. Assim, a criança recebe o sinal de que o cuidado não é punição, mas proteção para o próprio bem-estar.
A ideia central é que aceitar o não não equivale a abandono. Com limites oferecidos com firmeza e afeto, a criança aprende a lidar com raiva ou decepção sem perder a confiança no cuidado que recebe.
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