No consultório, pais costumam preocupar-se com a dificuldade de fazer amigos ou com a timidez das crianças diante de novidades. Acolher os amigos dos filhos pode reduzir ansiedade e favorecer a interação em ambiente conhecido.
Segundo a psicanalista, a casa oferece previsibilidade emocional. Em território familiar, a criança conhece regras e logísticas, o que facilita a convivência com colegas e diminui a pressão de se sair bem.
Um exemplo citado foi o de um garoto de 8 anos, que recebia amigos em casa. O encontro simples, com jogos e lanches, ajudou a perceber afinidades e abriu caminho para a amizade florescer. Oportunidade, não habilidade, fez a diferença.
Mônica Pessanha, colunista de Crescer, lembra que, com o aumento das telas na infância, encontros presenciais ganham relevância. Não é necessária organização complexa; tardes simples de brincadeiras já podem iniciar vínculos duradouros.
Benefícios da convivência no lar
- As interações em casa ajudam crianças a negociar, esperar a vez e lidar com frustrações.
- Pais que valorizam as relações dos filhos fortalecem a confiança das crianças em socializar.
- Relações firmadas na infância tendem a ampliar o repertório de vínculos ao longo do tempo.
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