A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de três repelentes de insetos após laudos do Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP) apontarem resultados insatisfatórios no ensaio que mede a concentração de DEET, principal ingrediente ativo responsável por afastar mosquitos, carrapatos e outros insetos.
A medida foi publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União e impede temporariamente a fabricação, comercialização e uso dos lotes afetados até a conclusão das investigações ou a adequação dos produtos às normas sanitárias.
Quais repelentes foram interditados?
A decisão atinge os seguintes produtos:
- Repelente com Filtro Solar FPS 30 Above Protect – lote 189952;
- Above Protect Repelente de Insetos – lote 205688;
- Repellere Repelente de Insetos Aerossol – lote 2601001449.
Os dois primeiros produtos são fabricados pela Baston Indústria de Aerossóis Ltda., enquanto o terceiro é produzido pela Aeroflex Indústria de Aerosol Ltda.
O que motivou a decisão?
Segundo a Anvisa, os três produtos foram reprovados em análises fiscais realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz por apresentarem resultado insatisfatório no ensaio de DEET.
O DEET é o princípio ativo mais utilizado em repelentes de insetos. Ele atua bloqueando os receptores sensoriais dos insetos, dificultando que eles identifiquem o odor da pele humana e reduzindo, assim, o risco de picadas.
As empresas fabricantes foram acionadas pelo Portal Tela. O espaço segue aberto.
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O que é a interdição cautelar?
A interdição cautelar é uma medida preventiva prevista em lei que suspende temporariamente a fabricação, venda, distribuição e uso de um produto quando há indícios de irregularidade que possam representar risco ao consumidor.
A medida tem validade de até 90 dias, período em que a Anvisa pode concluir as investigações e definir se a interdição será mantida ou revogada.
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