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EUA aprova tratamento promissor contra o câncer de pâncreas agressivo

Medicamento aprovado pela FDA dobrou a sobrevida dos pacientes em ensaio clínico, chegando a 13 meses

Mão de uma pessoa com oxímetro de pulso no dedo, próxima a um cateter intravenoso conectado ao braço, em ambiente hospitalar com lençóis azuis e verdes.
Paciente com acesso venoso e oxímetro durante atendimento hospitalar (Crédito: Olga Kononenko/Unsplash)

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou nesta quarta-feira (26) um novo tratamento contra o câncer de pâncreas que dobrou a taxa de sobrevivência dos pacientes em ensaio clínico. O medicamento, batizado de Rasonque, foi desenvolvido pela startup americana Revolution Medicines.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou nesta quarta-feira (26) um novo tratamento contra o câncer de pâncreas que dobrou a taxa de sobrevivência dos pacientes em ensaio clínico. O medicamento, batizado de Rasonque, foi desenvolvido pela startup americana Revolution Medicines.

Apesar de não ser uma cura, o resultado tem despertado entusiasmo entre oncologistas e associações de pacientes pela perspectiva de maior sobrevida.

Apresentado em comprimidos, o tratamento é indicado a pacientes com uma forma agressiva e frequente da doença. Segundo a FDA, esses pacientes precisam já ter passado por tratamento anterior ou não poder receber quimioterapia combinada.

“A autorização oferece uma nova opção essencial aos pacientes que enfrentam um câncer extremamente grave e historicamente difícil de tratar“, disse Kyle Diamantas, autoridade da FDA, em comunicado.

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O tratamento é baseado em uma nova molécula, o daraxonrasib, que se mostrou consideravelmente mais eficaz que a quimioterapia tradicional durante os testes clínicos.

No ensaio, metade dos pacientes tratados com o medicamento teve uma sobrevida por mais de 13 meses, o dobro do tempo registrado entre os que fizeram quimioterapia.

Os resultados representam o primeiro avanço significativo contra o câncer de pâncreas em décadas.

Eles também reforçam a expectativa de que a descoberta contribua para tratamentos de outros tipos de câncer, já que a molécula atua contra uma proteína associada a diversos tumores e que, até recentemente, era considerada de difícil abordagem terapêutica.

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