A esposa do youtuber e influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, Mila Seidl, divulgou um vídeo nesta quarta-feira (26) que o marido gravou no dia em que foi diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, doença rara que causa a perda da capacidade motora e demência.
A esposa do youtuber e influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, Mila Seidl, divulgou um vídeo nesta quarta-feira (26) que o marido gravou no dia em que foi diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, doença rara que causa a perda da capacidade motora e demência.
“Eu quis gravar esse vídeo enquanto eu ainda tenho cognição, porque eu não sei quanto tempo. Pode ser semanas, pode ser meses, não sei”, afirma o influenciador.
Lito conta que, após o diagnóstico de câncer, apresentou um quadro inicialmente tratado como possível encefalite autoimune. Segundo ele, um marcador específico indicou posteriormente a doença rara. “Pela raridade dela, ela não tem tratamento“, diz.
Lito afirma se considerar um homem de ciência, mas também de fé, e diz acreditar que milagres podem acontecer, já que ninguém sabe o que o futuro reserva.
“Eu sei que a parte mais fácil é a minha. A parte mais difícil vai ser da minha esposa e provavelmente do meu filho“, afirma. “Eu queria ter muito mais tempo com ele.”
Lito fala sobre filho
Lito diz não sentir medo de nada, nem da morte, por considerar que teve uma vida boa e nunca fez mal a ninguém, o que o deixa em paz. A dificuldade, segundo ele, é encontrar as palavras para explicar ao filho que vai “virar estrelinha”.
Antes de mostrar o vídeo, que foi gravado antes de o casal tornar o diagnóstico público, Mila deu um panorama de como estão as negociações por um tratamento experimental para o marido.
Ela contou que a família tenta agora obter, junto às empresas responsáveis pelas pesquisas, autorização para o uso compassivo dos remédios ainda em teste, via que possibilita, em casos específicos, acesso a substâncias sem registro e fora dos protocolos formais de estudo clínico.
A esposa de Lito reconheceu que a decisão envolve risco, já que se trata de uma terapia que ainda não teve eficácia comprovada. Ainda assim, diante de um cenário sem alternativas, arriscar um remédio experimental que já mostra resultados, ainda que iniciais, é uma decisão calculada, afirma.
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