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Anvisa aprova remédio para tratar câncer de pulmão avançado

Emrelis é indicado a pacientes já tratados e teve resposta em 34,5% dos casos com alta presença da proteína c-Met

Médico segurando uma fotografia de raio X
Câncer de Pulmão foi responsável por 32.555 mortes no país em 2024 (Créditos: Reprodução/Magnific)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Emrelis (telisotuzumabe vedotina) para adultos com um tipo específico de câncer de pulmão, conhecido como câncer de células não pequenas (CPCNP), do subtipo não escamoso.

O medicamento é indicado para casos em que a doença está localmente avançada ou já se espalhou para outras partes do corpo. O tratamento é destinado a pacientes que já passaram por outras terapias e apresentam tumores sem mutação no receptor EGFR e com alta presença da proteína c-Met.

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Em nota, a Anvisa destacou que o medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar seletivamente à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais, permitindo a internalização do complexo e a liberação intracelular da monometilauristatina E, resultando em morte celular direcionada.

De acordo com a agência, a aprovação do Emrelis foi fundamentada sobretudo em resultados de um estudo conduzido em pacientes previamente tratados com CPCNP. O medicamento demonstrou taxa de resposta objetiva de 29,2% na população total avaliada. Entre os pacientes com alta superexpressão de c-Met, foi observada taxa de resposta de 34,5%, “associada a respostas duradouras e benefício clínico relevante em um cenário terapêutico com opções limitadas”.

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O Emrelis já havia recebido aprovação acelerada nos Estados Unidos em maio de 2025. Segundo a agência reguladora americana (FDA), o estudo LUMINOSITY avaliou 84 pacientes com alta presença da proteína c-Met e identificou que, entre aqueles que responderam ao tratamento, a duração mediana da resposta foi de 7,2 meses.

Ainda segundo a Anvisa, o câncer de pulmão figura como uma das principais causas de mortalidade pela doença no mundo. O CPCNP representa aproximadamente 85% dos casos, sendo que cerca de 70% correspondem ao subtipo não escamoso, alvo da medicação aprovada.

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No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que sejam registrados 35.380 novos casos de câncer de pulmão por ano entre 2026 e 2028, sendo 18.730 entre homens e 16.650 entre mulheres. A doença também foi responsável por 32.555 mortes no país em 2024, segundo dados do Atlas de Mortalidade por Câncer.

“Pacientes com doença localmente avançada ou metastática (quando as células do tumor se propagam para outras partes do corpo) apresentam prognóstico desfavorável. Após a quimioterapia e imunoterapia, há uma limitada disponibilidade de terapias”, reforçou a agência.

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Câncer de mama

A Anvisa também aprovou o registro do medicamento Poherdy (pertuzumabe), indicado para o tratamento de câncer de mama metastático e para câncer de mama em estágio inicial.

No caso da doença metastática, o uso é indicado em combinação com trastuzumabe e docetaxel, voltado para pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente não operável, que não tenham recebido tratamento prévio com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.

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Já para pacientes com câncer de mama inicial, a indicação é o uso combinado com trastuzumabe e quimioterapia, para os seguintes casos:

1. tratamento neoadjuvante (antes da cirurgia) de pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial, com elevado risco de recorrência como parte de um esquema terapêutico completo para o câncer de mama inicial.

2. tratamento adjuvante (após a cirurgia) de pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial, com elevado risco de recorrência.

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(Com informações da Agência Brasil)

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