A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta quinta-feira (22), que o surto de ebola na África se tornou “mais complexo” após a confirmação do primeiro caso na Nigéria. O aviso ocorre em meio ao aumento de 10,4% nos novos casos da doença na República Democrática do Congo (RDC), principal foco da epidemia, e ao crescimento das infecções no Quênia.
“Estamos diante de um cenário de surto mais complexo. A Nigéria confirmou um caso importado de doença pelo vírus ebola”, declarou Mohamed Janabi, diretor regional da OMS para a África, durante uma entrevista coletiva online.
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Segundo o relatório epidemiológico mais recente da OMS, com dados até segunda-feira (19), a República Democrática do Congo registrou 1.466 novos casos entre 29 de setembro e 19 de outubro, contra 1.328 nos 21 dias anteriores. O crescimento de 10,4% também foi acompanhado pelo aumento de 7,5% nas mortes confirmadas, que passaram de 644 para 692 na comparação entre os dois períodos.
O maior avanço foi na província de Kivu do Norte, onde as infecções subiram 22,6%, de 460 para 564. Já em Ituri, principal região afetada pela epidemia, o crescimento foi de 3,7%, passando de 757 para 785 casos.
A epidemia na RDC é a mais letal da história do país. Desde o início do surto, em maio, foram confirmados 9.704 casos e 4.687 mortes até 20 de outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). A doença já atingiu oito províncias congolesas.
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Expansão do ebola para outros países
O Quênia também registrou crescimento no número de infectados. Desde a confirmação do primeiro caso, em 6 de outubro, o país passou de um para nove diagnósticos, incluindo uma morte.
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Segundo as autoridades sanitárias, todos os casos estão relacionados ao primeiro paciente, que havia viajado da República Democrática do Congo. A infecção mais recente foi registrada em 20 de outubro, em uma pessoa que já estava em quarentena.
Na Nigéria, o primeiro caso foi anunciado na terça-feira (20), em uma mulher ligada ao corpo diplomático que havia viajado recentemente para Uganda. A paciente apresentou os primeiros sintomas em 7 de outubro, mas a infecção pelo vírus Bundibugyo, responsável pelo atual surto, só foi confirmada 13 dias depois. As autoridades identificaram 44 pessoas que tiveram contato com ela e estão sendo monitoradas.
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Com a confirmação, a Nigéria tornou-se o quarto país africano a registrar casos relacionados ao atual surto, depois de RDC, Uganda e Quênia.
(Com informações da AFP)
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