“Estou de coração partido ao saber que uma criança do condado de Lewis morreu depois de contrair sarampo”, afirmou a governadora de Nova York, Kathy Hochul, em um comunicado. “Como mãe e avó, não consigo imaginar o que a família está passando”, acrescentou.
A democrata Kathy Hochul pareceu relacionar a morte às políticas de saúde do governo do presidente republicano Donald Trump, ao afirmar que é “uma recordação devastadora do que está em jogo quando Washington, deliberadamente, corrói décadas de avanços na proteção dos americanos contra doenças evitáveis”.
Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em 35 anos. Do início do ano até 29 de outubro, o país registrou 4.834 casos da doença em 47 estados, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.
O sarampo foi declarado erradicado nos Estados Unidos em 2000, após anos de campanhas de vacinação. Mas a doença voltou nos últimos anos com o aumento do ceticismo em relação às vacinas.
O sarampo provoca febre, dificuldades respiratórias, erupções dolorosas e, em casos graves, pneumonia e inflamação cerebral, que podem levar à morte.
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Situação no Brasil
O Brasil confirmou 61 casos de sarampo em 2026, segundo a atualização mais recente do Ministério da Saúde, com dados até 19 de outubro. São Paulo concentra a maior parte dos registros, com 41 casos, sendo 37 na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.
O Amazonas contabiliza 17 casos, o Acre tem dois e o Rio de Janeiro, um. Do total, 44 estão associados a surtos ativos e 17 a surtos já encerrados.
Apesar dos registros, o Brasil mantém o certificado de eliminação da circulação endêmica do sarampo, reconquistado em novembro de 2024. Segundo o Ministério da Saúde, os casos no Amazonas e no Acre estão relacionados a surtos com origem no Peru. A pasta reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
* Com informações da agência de notícias AFP.
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