Saúde

Medicamentos GLP-1 podem reduzir risco de 14 tipos de câncer relacionados à obesidade

Medicamentos agonistas de GLP 1, como Mounjaro e Ozempic, podem reduzir em 7% o risco de 14 tipos de câncer relacionados à obesidade.

Ozempic, Saxenda e Mounjaro são alguns dos novos remédios usados para obesidade. (Foto: Divulgação Eli Lilly / Novo Nordisk)

Ozempic, Saxenda e Mounjaro são alguns dos novos remédios usados para obesidade. (Foto: Divulgação Eli Lilly / Novo Nordisk)

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Os medicamentos agonistas de GLP-1, como Mounjaro e Ozempic, podem ter um impacto significativo na saúde além do controle do diabetes e da perda de peso. Um novo estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos indica que esses medicamentos podem prevenir 14 tipos de câncer relacionados à obesidade. A pesquisa analisou dados de mais de 170 mil pacientes obesos com diabetes, com idade média de 57 anos.

Durante um acompanhamento de dez anos, os pesquisadores compararam o risco de câncer entre os pacientes que usaram agonistas de GLP-1 e aqueles que tomaram inibidores de DDP-4, outro tipo de medicamento para diabetes. Os resultados mostraram que os pacientes tratados com GLP-1 apresentaram um risco 7% menor de desenvolver câncer relacionado à obesidade. As maiores reduções foram observadas nos cânceres de reto (28%) e cólon (16%).

Benefícios Adicionais

Além da redução do risco de câncer, os pacientes que utilizaram agonistas de GLP-1 também tiveram 8% menos probabilidade de morrer durante o período de acompanhamento. Os benefícios foram mais pronunciados entre as mulheres em comparação aos homens. Quando comparados os grupos que usaram GLP-1 e DDP-4, o primeiro grupo teve um risco 8% menor de câncer relacionado à obesidade e 20% menor de morte por todas as causas.

Lucas Mavromatis, especialista em obesidade da NYU Grossman School of Medicine e principal autor do estudo, destacou que, embora a obesidade seja reconhecida como uma causa importante de câncer, até agora, nenhum medicamento demonstrou reduzir o risco de câncer associado à obesidade. Ele afirmou que os dados obtidos são tranquilizadores, mas mais pesquisas são necessárias para estabelecer uma relação de causalidade.

As descobertas do estudo serão apresentadas na próxima semana na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago.

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