Dois terços de duelos de 52 baleias-piloto do Atlântico menor formaram um grupo para um encalhe em Madura, na Indonésia, neste fevereiro. A necropsia em 34 indivíduos revelou que a morte foi causada principalmente pela fome, exaustão e danos nos pulmões, enquanto a aflição no organo de echolocalização do líder alfa contribuiu para o encalhe.
O alpha, uma fêmea, apresentou inflamação severa no melon, o órgão frontal utilizado na ecolocalização. Segundo especialistas, tal condição provavelmente prejudicou a navegação do grupo, levando ao encalhe na costa de Madura. De acordo com o estudo, o grupo restante morreu por desidratação e exaustão.
Entre os animais examinados, 26 eram fêmeas e três machos sobreviveram ao encalhe inicial, sendo empurrados de volta ao mar por voluntários e autoridades locais. Dois dos três retornaram a encravarem-se em outra área, resultando na morte de dois deles.
A pastoral de pesca da Indonésia pediu que futuras necropsias ocorram com mais regularidade após encalhes, para orientar políticas de manejo. Autoridades destacaram que a saúde do ecossistema marinho do país ainda é insatisfatória, com o Índice de Saúde Oceânica apontando 65 de 100.
Especialistas de organizações de proteção dos mamíferos marinhos ressaltam que, além de necropsias, devem ser consideradas condições externas como clima e perturbação eletromagnética causada pela atividade humana para entender encalhes. A Indonésia possui a costa mais extensa da Ásia e serve como rota migratória vital para diversas espécies de cetáceos.
Entre na conversa da comunidade